Sexta-feira, Junho 14, 2024

TERCEIRA EDIÇÃO DA BIENAL DE LUANDA ARRANCA HOJE COM FOCO NA EDUCAÇÃO E JUVENTUDE

Durante ainda os três dias, o fórum vai contemplar uma exposição de artes, a actuação de um grupo nacional de dança Sassa Cokwe e momentos de artistas de música gospel.

Por: apostolado
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A capital angolana acolhe, de hoje até sexta-feira, a 3ª edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, mais conhecido por Bienal de Luanda, com o foco na educação e juventude.

Considerado a maior conferência de cultura de paz a nível do continente africano, o evento, subordinado ao tema “Educação, cultura de paz e cidadania africana como ferramentas para o desenvolvimento sustentável do continente”, vai ser aberto pelo Presidente da República, João Lourenço, na qualidade de anfitrião.

 

Ao falar, terça-feira, à imprensa, no quadro da última sessão da “Agenda Bienal 2023” (momento informativo sobre os preparativos do certame), o porta-voz da 3ª Bienal, o jornalista Neto Júnior, disse que, para esta edição, estão já confirmadas as presenças dos Presidentes de Cabo Verde, José Maria Neves, de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, da Etiópia, Sahle-WorkZewed, bem como da Vice-Presidente da Namíbia, Nangolo Mbumba, e da Primeira-Ministra da Guiné Equatorial, Manuela RokaBotey.

 

Da lista das individualidades que já garantiram presença, prosseguiu o porta-voz, constam, igualmente, os ex-Chefes de Estado da Nigéria, Moçambique e Malawi, nomeadamente, Olusengo Obasanjo, Joaquim Chissano e Joyce Banda, além de Ngalame Montlanthe. Actualmente, todos estes são conselheiros da União Africana.

 

Fazem ainda parte do painel de diálogo o presidente da Comissão da União Africana, o director-geral adjunto da UNESCO e a secretária-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA), a reverenda Deolinda Dorcas Tecas.

 

A 3ª Bienal de Luanda vai contar com um total de seis painéis de diálogo no formato de mesa-redonda, com destaque para o intergeracional de alto nível, que terá como oradores os Chefes de Estado ou representantes.

 

Neto Júnior salientou que os demais Chefes de Estado vão fazer-se representar por entidades do Governo, tais como ministros das Relações Exteriores do Congo, ministra de Estado e conselheira do Presidente da Guiné-Bissau, ministro da Informação e Publicidade do Zimbabwe, ministro da Educação do Togo, ministra da Juventude e Desportos das Comores.

 

 

Painel de diálogo intergeracional

 

A 3ª edição da Bienal de Luanda conta com 20 oradores internacionais e dez nacionais, entre os quais Chefes de Estado e de Governo, presidente da Comissão da União Africana, comissários e conselheiros da União Africana, director-geral adjunto da UNESCO, ministros, representantes de instituições eclesiásticas, jovens angolanos, africanos e da diáspora.

 

A nível nacional, fez saber o porta-voz, estão convidados 92 membros do Governo Central, seis do Governo local, 34 do Poder Legislativo, dez do poder judicial, 61 representantes do corpo diplomático acreditado em Angola, 382 integrantes do sector privado e da sociedade civil, entre os quais académicos, líderes associativos, empresariais dos diversos ramos de actividade económica e social, das ordens profissionais, dos partidos políticos, bem como autoridades eclesiásticas e do poder tradicional.

 

Durante os três dias de actividade, a 3ª Bienal de Luanda vai contemplar um painel de diálogo intergeracional de alto nível entre Chefes de Estado e de Governo e jovens provenientes de vários países africanos, seleccionados pela União Africana, UNESCO e pelo Governo de Angola, vários fóruns temáticos e visitas a monumentos culturais na capital do país.

 

Para assegurar uma ampla participação, Neto Júnior informou que o fórum vai adoptar o formato híbrido das sessões, ou seja, haverá participação presencial e virtual no primeiro e no segundo dia. Estão, igualmente, previstas actividades paralelas no âmbito da Bienal de Luanda.

 

No quadro desta estratégia, está  prevista a realização da primeira Conferência Nacional Ecuménica sobre o Resgate dos Valores Morais, Cívicos e Religiosos, organizada pelo CICA, e o concerto musical da ResiliArt Angola, com cantores cabo-verdianos, camaroneses e angolanos, que terá lugar no Shopping Fortaleza, em Luanda, numa iniciativa da UNESCO e do Governo angolano e promoção da American School of Angola, dedicada à educação, arte e cultura.

 

Durante ainda os três dias, o fórum vai contemplar uma exposição de artes, a actuação de um grupo nacional de dança Sassa Cokwe e momentos de artistas de música gospel.

 

 

Resultado esperado

 

O porta-voz disse que com a realização da 3ª Bienal de Luanda espera-se atingir, em resumo, o aprofundamento da partilha de visões sobre a cultura de paz, segurança, cidadania africana, democracia no continente, com a edificação de sociedades mais pacíficas, transformando, deste modo, atitudes e abordagens nos domínios da política, economia e cultura, para o fortalecimento dos pilares do progresso integral do continente, a articulação, com a União Africana, para a preparação e realização das actividades do continente inerentes à paz e reconciliação em África, em virtude da designação do Presidente da República e do seu papel de Campeão para a Paz e Reconciliação da União Africana.

 

Constam, também, das metas a serem alcançadas o desenvolvimento de trabalhos com a UNESCO na definição de Planos de Acção para a promoção da educação, defesa da ciência e divulgação da arte em prol do fomento da Cultura de Paz, o reforço da reflexão sobre as vantagens da implementação da educação de qualidade, da cidadania africana, da integração continental, da acção climática, do uso de energias renováveis e de tecnologias de informação e de comunicação, do empoderamento das mulheres e meninas, bem como a consolidação da governação democrática e do Estado de Direito em África.

 

O porta-voz assegurou estarem criadas as condições técnicas, humanas e logísticas para o êxito da 3ª edição da Bienal de Luanda. Em relação aos cidadãos interessados em participar na Bienal de Luanda, de forma virtual, Neto Júnior informou que estes poderão fazê-lo através das condições virtuais já criadas.

 

Sobre este particular, disse que hoje e quinta-feira a emissão em directo do Fórum vai ocorrer no site oficial da Bienal de Luanda, com o endereço www.bienaldeluanda.org.ao. “A Bienal de Luanda também vai ser emitida em directo na página Bienal de Luanda do Facebook”, informou.

 

 

Bienal de Luanda

 

A Bienal de Luanda é um evento internacional, organizado  pelo Governo de Angola, UNESCO e a União Africana, destinada à promoção da prevenção da violência e da resolução de conflitos, incentivando o intercâmbio cultural em África e o diálogo entre gerações e é realizada a cada dois anos em Luanda.

 

É uma plataforma de promoção da cultura de paz, educação, diálogo intergeracional, pan-africanismo e de implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, das aspirações da Agenda 2063 da União Africana, em particular a iniciativa de “Silenciar as Armas até 2030” e a “Estratégia da UNESCO para a Prioridade África (2022-2029)”.

 

A iniciativa reforça a implementação dos Objectivos 16 e 17 da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável e das sete  aspirações da Agenda 2063 da União Africana, em particular o programa Silenciar as Armas até 2033.A Bienal contribui, também, para a implementação da Estratégia Operacional da UNESCO para a Prioridade África (2014-2021), com o objectivo de fornecer respostas africanas às transformações que afectam as economias e as sociedades do continente.

 

 

Objectivos da Bienal

 

A Bienal de Luanda destina-se à promoção do conhecimento das várias identidades dos povos africanos e da coabitação pacífica, capacitar a próxima geração de jovens africanos como catalisadores da paz, valorizar a riqueza e a diversidade do património cultural para promover uma paz duradoura em África, promover a cultura e a educação para a resolução de conflitos e para uma sociedade mais harmoniosa, assim como prevenir os conflitos relacionados com a gestão dos recursos naturais nacionais e transfronteiriços.

 

A Bienal tem ainda como finalidade responder às necessidades dos refugiados, repatriados e pessoas deslocadas, incentivar a reflexão sobre a presença de África no mundo e incentivar um espaço mediático pluralista para promoção da paz e do desenvolvimento.

 

 

A primeira edição da Bienal de Luanda foi realizada de 18 a 22 de Setembro de 2019 em Luanda, tendo sido uma celebração de diversos valores africanos, crenças, formas de espiritualidade, conhecimento e tradições que contribuem para o respeito dos direitos humanos, diversidade cultural, rejeição da violência e desenvolvimento de sociedades democráticas.

 

A segunda edição ocorreu de 27 de Novembro a 2 de Dezembro de 2021 e foi celebrada sob o tema da União Africana para 2021, “Artes, Cultura e Património: Alavancas para Construir a África que Desejamos”, contemplando eventos digitais e presenciais.

 

 

Uma plataforma privilegiada de intercâmbio

 

No discurso proferido, este ano, na 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, o Presidente da República, João Lourenço, considerou o Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz uma plataforma privilegiada de intercâmbio entre diferentes culturas, religiões e modelos sociais, através de sessões interactivas e construtivas para identificar, promover e difundir modelos viáveis e inclusivos de resolução pacífica de conflitos a nível do continente africano.

 

O estadista referiu que o mesmo pode servir ainda como uma referência “potencialmente inspiradora” para outras regiões do mundo.

 

O Presidente João Lourenço lembrou que Angola se tem assumido como promotora do diálogo que, como sublinhou, não se deve limitar aos espaços políticos e diplomáticos, mas abranger, também, um vasto leque de protagonistas, designadamente organizações da sociedade civil, empresas e indivíduos, cabendo, assim, um lugar de destaque à juventude, “verdadeira força motora das transformações que almejamos para garantir o progresso das nossas nações.

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