Sexta-feira, Abril 12, 2024

O Presidente da República deslocou-se ao Jazigo de José Eduardo dos Santos, localizado na Praça da República, contígua ao Memorial António Agostinho Neto, por volta das 9h00, acompanhado da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço.

O acto de homenagem, realizado no Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, contou com a presença da Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, de membros do Executivo e do Conselho da República.

Em declarações à imprensa, no final do acto, a vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, considerou merecida a homenagem ao ex-Presidente da República, a quem foi atribuído, enquanto vivo, o título de Arquitecto da Paz, por causa do forte engajamento no processo para a conquista da paz efectiva que o país vive há 21 anos.

“Depois da Independência Nacional, a paz é a segunda maior conquista que os angolanos têm e, obviamente, num dia como hoje é merecida esta homenagem ao Arquitecto da Paz”, referiu Luísa Damião, realçando que os angolanos devem continuar a preservar este “bem precioso” que promove o desenvolvimento.

Luísa Damião disse ser necessário consolidar, cada vez mais, a paz e honrar a memória de todos aqueles heróis que contribuíram para a conquista da paz. “Devemos continuar a cimentar a educação para a paz, por ser um valor fundamental para que possamos ter outras conquistas e eu acho que a melhor forma de nós honrarmos todos aqueles que se bateram pela conquista da paz é preservamos este grande valor”, ressaltou.

Para o presidente do PRS, Benedito Daniel, o gesto do Presidente da República, ao homenagear o seu antecessor, foi “muito” nobre e de gratidão. “José Eduardo dos Santos é a figura que trouxe a paz para Angola, que defendeu a soberania de Angola e nós recordamo-lo por este feito, que ficará marcado para sempre na história angolana”, referiu.

Benedito Daniel defendeu a necessidade de se continuar a recordar aqueles que se bateram para que Angola se tornasse independente e em paz, acrescentando que este testemunho deve ser passado aos jovens. “Se não fizermos isso, poderemos correr o risco de termos jovens sem sentimento patriótico, que não sirvam o país com valor patriótico, porque ninguém os ensinou a fazer isso”, exortou.

A presidente do Partido Humanista de Angola (PHA), Florbela Malaquias, disse que a homenagem a José Eduardo dos Santos tem um valor político fundamental, sobretudo por ter sido feito no Dia da Paz e da Reconciliação Nacional. Jorge Valentim classificou o gesto do Presidente como um bom exemplo. Disse lembrar-se de José Eduardo dos Santos como a pessoa que ensinou a reconciliação nacional e a esquecer as desavenças do passado.

“E o exemplo de Gbadolite, em que ele apertou a mão do Dr. Savimbi, é um exemplo histórico que deve perpetuar os nossos corações”, frisou Jorge Valentim, para quem se homenageia um dos homens mais importantes para a história de África e de Angola.

Para o jornalista Ismael Mateus, tratou-se de uma homenagem mais do que justa feita ao papel desempenhado pelo ex-Presidente José Eduardo dos Santos, que consistiu no alcance da paz e da reconciliação nacional.

“Eu acho que é uma data que não temos como não nos lembrarmos de José Eduardo dos Santos, do seu papel e intervenção, do modo como, no pico da guerra, manteve-se sereno, dando ordens para que a paz fosse alcançada”, recordou. Ismael Mateus ressaltou que, com a ordem para não se fazer mais guerra, José Eduardo dos Santos queria dar o sinal da paz, mas destacou que o mais importante não foi a ordem e sim a estatura da decisão.

“É uma decisão que alguém que está a vencer a guerra, que tem condições de vencer militarmente e que diz, não! Este não é o caminho, tendo defendido que o caminho a ser seguido fosse o da paz e que era preciso negociar”, aclarou o jornalista, defendendo ser esta a dimensão de estadista que se deve dar mais valor.

A historiadora Rosa Cruz e Silva também considerou a homenagem um gesto nobre e carregado de reconhecimento por tudo que o ex-Presidente da República fez para o alcance da paz em Angola.
Salientou que o legado deixado constitui matéria de estudo para os historiadores, que devem prepará-los para que as futuras gerações possam inspirar-se naquilo que foi o esforço, dedicação, abnegação, sobretudo a sabedoria para se ultrapassar aqueles períodos difíceis do conflito da guerra e da separação das pessoas.

José Eduardo dos Santos faleceu a 8 de Julho de 2022, em Barcelona, Reino de Espanha, por doença. O seu funeral de Estado aconteceu a 28 de Agosto, data do seu aniversário, em Luanda, com a presença do Presidente da República, João Lourenço, da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, e de vários Chefes de Estado.

Angolanos unidos pelas mesmas causas

Os 21 anos de paz celebrados ontem, 4 de Abril, permitiram a congregação de todos os angolanos a estarem unidos pelas mesmas causas, afirmou, em Luanda, o ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”. Falando ao Jornal de Angola, após ter tocado 21 vezes o sino da paz mundial, instalado no Palácio da Justiça, disse que os angolanos vivem um momento marcante e significante para a sua história.
O ministro referiu que as duas décadas de paz em Angola significam reconciliação, unidade e concórdia: “Estamos unidos todos para a mesma causa, cujo propósito é edificar uma nação unida, indivisível e próspera”.

O acto do soar do sino da paz foi testemunhado por vários membros do Executivo, governador e vice-governadores da província de Luanda e de altas entidades das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Polícia Nacional.

Mazarino da Cunha

Paz é essencial para manter a concórdia
Noutro ponto da actividade, o ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria referiu que a paz deve ser encarada como um elemento essencial, que permite a todos os angolanos manter a unidade, a concórdia e a reconciliação entre os filhos de Angola.
Depois de depositar uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, João Ernesto dos Santos “Liberdade” disse que, passados 21 anos desde o alcance da paz, o sentimento é o mesmo de continuar a trabalhar para o bem-estar de todos os angolanos.

O ministro testemunhou, igualmente, o içar da Bandeira Monumento, no Museu de História Militar, e realçou que valeu uma das maiores conquistas do país, depois do 11 de Novembro.
“Hoje comemora-se em todo o território nacional o 21º Aniversário da Paz e Reconciliação Nacional. Por isso, estamos aqui para render homenagem a todos quantos deram o melhor de si para que o país fosse o que é hoje”, destacou.

No Museu de História Militar, várias personalidades testemunharam, igualmente, o içar da Bandeira Nacional, com destaque para o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, Altino Santos, o governador da província de Luanda, Manuel Homem, membros do Processo dos 50, entre outras figuras.

“Hoje, 4 de Abril de 2023, celebramos o 21º Aniversário da Paz e Reconciliação Nacional, pelo que se justifica uma justa e merecida homenagem a todos quantos se sacrificaram pela causa do nosso país e povo, merecendo, por isso, a deposição de coroa de flores”, escreveu no livro de honra.

Fonte: Jornal de Angola

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