Quarta-feira, Junho 12, 2024

Precisamos de atrair as multinacionais da indústria farmacêutica a implantar fábricas em Angola para produzir os medicamentos e as vacinas que consumimos e exportar o excedente”, – joão Lourenço

Entre 2018 e 2022 foram criados no país mais de 200 projectos industriais “de grande impacto”, que geraram mais de 10 mil postos de trabalho, anunciou o Presidente da República, durante a inauguração da 5.ª edição da Expo-Indústria, em Luanda.

Na ocasião, João Lourenço disse ainda que nestes cinco anos a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real para a indústria transformadora registou um acumulado de 7,7%, destacando-se o ano de 2022 com um crescimento na ordem de 6%, superando a projecção prevista no Orçamento Geral do Estado.

João Lourenço apontou, citado pela Lusa, o impacto dos mais de 200 projectos industriais, com destaque para o setor alimentar, para a criação de emprego e a auto-suficiência em bens essenciais de consumo, sublinhando que é preciso continuar a aumentar a produção nacional para reduzir os preços, reduzir as importações e aumentar as exportações.

Assinalou ainda “o esforço que o país vem realizando nos últimos anos” em termos da melhoria das infra-estruturas, realçando o aumento da energia eléctrica produzida a partir de produção hidroeléctrica e fotovoltaica, a expansão das linhas de transporte de energia e os investimentos programados para o sector das águas.

O sector dos têxteis, da produção alimentar, da indústria extractiva e transformadora das rochas graníticas e ornamentais, da refinação do sal e também o da metalomecânica são alguns dos exemplos que deu em termos do desenvolvimento das cadeias de valor produtivas nacionais, desde a matéria-prima até ao produto transformado.

João Lourenço, ainda citado pela Lusa, referiu-se também ao arranque de três fábricas têxteis, para potenciar as indústrias de confecções e moda, do crescimento da agro-indústria e da necessidade de desenvolver outros sectores, como as moageiras, curtumes, estaleiros, pescas, e saúde, entre outras.

“Precisamos de atrair as multinacionais da indústria farmacêutica a implantar fábricas em Angola para produzir os medicamentos e as vacinas que consumimos e exportar o excedente”, afirmou.

Apelou ainda aos investidores privados que queiram apostar na indústria naval com estaleiros para a construção e reparação de embarcações para a indústria petrolífera, pesqueira e mercante face à perspectiva de retoma da exploração do minério de ferro e sua transformação em aço.
A 5.ª Expo-Indústria decorre entre hoje e sábado na Zona Económica Especial Luanda-Bengo e conta com mais de 230 expositores.

Fonte: Novo Jornal

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