Quinta-feira, Outubro 8, 2026

MCA ASSINA PROTOCOLOS PARA CONSTRUIR PRIMEIRAS ESCOLAS SUSTENTÁVEIS NO MOXICO LESTE

A iniciativa resulta de dois protocolos de cooperação assinados entre as quatro instituições e integra o programa de responsabilidade social da MCA.

Por: apostolado
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A MCA, em parceria com o Ministério da Educação, a Universidade Agostinho Neto e o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional, vai construir duas escolas sustentáveis nos municípios do Luau e Cazombo, na província do Moxico Leste, num projecto que prevê 19 salas de aula e poderá beneficiar até mil e quinhentos e vinte alunos por dia.

 

A iniciativa resulta de dois protocolos de cooperação assinados entre as quatro instituições e integra o programa de responsabilidade social da MCA, procurando ampliar o impacto dos projectos de energia e electrificação desenvolvidos pela empresa nas comunidades locais.

 

As escolas serão construídas com recurso a materiais de origem local, incluindo argila, e ao reaproveitamento de madeira proveniente das paletes utilizadas no transporte dos painéis solares dos projectos fotovoltaicos da MCA.

 

A energia necessária para o funcionamento das instituições de ensino será assegurada pelos parques fotovoltaicos desenvolvidos pela empresa na região. A solução deverá permitir também o prolongamento do horário de utilização das escolas e criar melhores condições para a formação profissional.

 

A escola do Luau contará com 12 salas de aula e capacidade para mais de 900 alunos por ano, enquanto a de Cazombo terá sete salas e poderá receber mais de 500 alunos por ano, distribuídos em dois turnos diários.

 

O projecto prevê igualmente a produção de mobiliário escolar nas carpintarias da MCA, através do projecto “Recycle”, utilizando madeira reaproveitada das paletes. A fabricação do mobiliário será associada à capacitação de jovens das comunidades locais, que receberão formação profissional e certificação do INEFOP.

 

A Universidade Agostinho Neto, através do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia, será responsável pela concepção dos projectos de arquitectura e do mobiliário escolar, bem como pelo acompanhamento da execução das obras.

 

Ao Ministério da Educação caberá assegurar os terrenos, licenças e demais aprovações necessárias, além de garantir o funcionamento e a manutenção das escolas, incluindo a colocação de professores, auxiliares e outros profissionais.

 

Já o INEFOP ficará responsável pela identificação, selecção, formação e certificação de candidatos das comunidades locais, disponibilizando técnicos e formadores especializados.

 

A formação será realizada em contexto real de trabalho, permitindo que jovens, pais, familiares dos futuros alunos e outros membros das comunidades participem, sempre que possível, na construção das escolas.

 

No final das formações, os participantes deverão receber diplomas e ser inscritos na base de dados do INEFOP como candidatos a oportunidades profissionais nas respectivas áreas.

 

Segundo a presidente do Conselho de Administração da MCA Angola, Elisabete Alves, o projecto pretende deixar nas comunidades não apenas novas infra-estruturas de ensino, mas também conhecimento, competências e oportunidades.

 

A responsável considera que a iniciativa demonstra como o investimento empresarial, o conhecimento académico, as políticas públicas e a participação das comunidades podem convergir para criar soluções de desenvolvimento sustentável.

 

As escolas do Luau e do Cazombo são as primeiras a ser construídas em territórios onde a MCA desenvolve projectos de energia e electrificação em Angola, numa estratégia que procura estender os benefícios desses investimentos às áreas da educação, formação profissional, emprego e desenvolvimento comunitári

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