Quinta-feira, Maio 21, 2026

CICA SAÚDA DIA DE LUTO NACIONAL E REFORÇA APELO À RECONCILIAÇÃO

Segundo o responsável religioso, o luto nacional representa também um gesto de solidariedade para com as famílias que continuam a carregar a dor da perda dos seus entes queridos

Por: apostolado
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O Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA) manifestou, esta quinta-feira, o seu apoio ao Dia de Luto Nacional decretado para sexta-feira, 22 de Maio, em homenagem às vítimas dos conflitos políticos que marcaram Angola entre 1975 e 2002, considerando a iniciativa um importante passo para o fortalecimento da reconciliação nacional.

 

Falando à imprensa durante a XXIV Assembleia-Geral da organização, o secretário-geral do CICA, Vladimiro Agostinho, afirmou que a instituição acolheu a decisão do Executivo “com muito respeito”, defendendo que o momento deve servir para uma reflexão colectiva sobre a perda de milhares de vidas ao longo do conflito armado e político no país.

 

Segundo o responsável religioso, o luto nacional representa também um gesto de solidariedade para com as famílias que continuam a carregar a dor da perda dos seus entes queridos, promovendo simultaneamente o reconhecimento histórico e o conforto moral às vítimas e sobreviventes.

 

O CICA sublinhou ainda que, à luz dos princípios cristãos, a valorização da memória e da dignidade humana ocupa um lugar central nas Escrituras Sagradas, razão pela qual considera fundamental homenagear todos aqueles que perderam a vida durante os anos de conflito.

A organização entende igualmente que a iniciativa reforça o compromisso nacional com a reconciliação, o perdão e a rejeição da violência como instrumento de resolução de divergências políticas e sociais.

 

Neste contexto, o Conselho de Igrejas Cristãs em Angola apelou aos governantes, partidos políticos e à sociedade em geral para que a data seja encarada como uma oportunidade de renovação do compromisso colectivo com a paz, a justiça e a dignidade da vida humana.

 

Por fim, o CICA exortou os cidadãos angolanos a reflectirem profundamente sobre o sofrimento causado pela guerra e a manifestarem solidariedade para com todas as famílias afectadas pelos conflitos que marcaram a história contemporânea de Angola.

Jornalista Siona Júnior

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