Sexta-feira, Julho 10, 2026

DISPUTA PELA LIDERANÇA DO MPLA NO SAMBIZANGA GERA FORTE CONTESTAÇÃO E POLÉMICA EM TORNO DA EXCLUSÃO DE PRÉ-CANDIDATO.

Entre os críticos do processo, circulam alegações de que terão existido irregularidades na atuação da subcomissão de mandatos com o objetivo de impedir a candidatura de Anacleto Vilhena

Por: apostolado
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A disputa pela liderança do MPLA no município do Sambizanga está a provocar um clima de forte tensão entre militantes, marcado por críticas ao processo de escolha dos candidatos e por acusações de falta de transparência.

 

A exclusão do pré-candidato Anacleto Vilhena, antigo primeiro secretário do MPLA no Sambizanga, tornou-se um dos principais focos de contestação. Os seus apoiantes afirmam que a decisão foi injusta e defendem que Anacleto Vilhena deixou um legado de dinamismo, organização e proximidade com as bases durante o período em que dirigiu a estrutura partidária local.

 

Entre os críticos do processo, circulam alegações de que terão existido irregularidades na atuação da subcomissão de mandatos com o objetivo de impedir a candidatura de Anacleto Vilhena. Essas alegações, contudo, carecem de confirmação por fontes independentes e não foram comprovadas.

 

A atual primeira secretária do MPLA no Sambizanga, Betânia Lopes, também tem sido alvo de críticas por parte de alguns militantes, que consideram que a sua liderança não conseguiu promover iniciativas capazes de reforçar a união interna do partido e recuperar a mobilização da militância.

 

Segundo esses críticos, nos últimos anos verificou-se o fortalecimento de partidos da oposição na circunscrição, com antigos mobilizadores do MPLA a aderirem a outras forças políticas. Entre os nomes apontados pelos contestatários estão Bruno King dos Lambas, Rei Panda, Pai Banana, Kadiloy e outros, que, segundo afirmam, passaram a apoiar formações políticas da oposição.

 

Para os apoiantes de Anacleto Vilhena, a atual conjuntura demonstra a necessidade de uma renovação da liderança local, defendendo que o partido deve promover um processo interno transparente, democrático e inclusivo, capaz de fortalecer a unidade entre os militantes e recuperar a confiança das bases.

 

Até ao momento, não foi divulgada uma posição oficial da direção do MPLA no Sambizanga em resposta às críticas e alegações levantadas por alguns militantes.  Em actualização

Jornalista Malú Tavares

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