
Decorreu, nesta quarta-feira, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), em Luanda, uma conferência sobre o balanço preliminar da histórica visita do Papa Leão XIV a Angola, realizada entre os dias 18 e 21 do corrente mês.
A conferência de imprensa teve como objectivo analisar o impacto social e pastoral da visita, avaliar o sucesso da logística e segurança, bem como agradecer publicamente a todos os envolvidos na organização do evento. O encontro contou com a presença de representantes do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social e de bispos da Igreja Católica, tendo igualmente reservado um momento para perguntas e respostas com os jornalistas.
A visita apostólica do Santo Padre decorreu sob o lema “Peregrino da Esperança, Reconciliação e Paz”, reforçando os laços institucionais no âmbito do acordo-quadro entre a Santa Sé e o Estado angolano. O itinerário de Leão XIV incluiu as províncias de Luanda, Icolo e Bengo e Lunda-Sul, sendo marcado por encontros com autoridades, sociedade civil, corpo diplomático, além de celebrações religiosas e visitas pastorais.
O Pontífice deixou o país após uma cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, que contou com a presença do Presidente da República, João Lourenço, da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, membros do Executivo e representantes da Igreja Católica.
Visita projecta nova imagem de Angola
Segundo o director nacional de Informação e Comunicação Institucional, João Demba, a presença do Papa em Angola contribuiu para mostrar ao mundo uma imagem diferente do país, contrariando percepções internacionais frequentemente associadas a dificuldades estruturais.
“É sempre uma mais-valia receber visitas como a do Santo Padre”, afirmou, destacando igualmente o impacto interno positivo junto das populações.
Forte mobilização mediática
A cobertura da visita contou com cerca de 1.500 jornalistas, entre nacionais e estrangeiros. Deste número, aproximadamente 800 são angolanos, sendo que 74 acompanharam directamente o percurso do Papa a bordo do avião, incluindo três profissionais nacionais. A estes juntaram-se 250 jornalistas estrangeiros acreditados no país e outros 300 que se deslocaram por iniciativa própria.
Jornalistas reconhecidos como elo essencial
O porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom Belmiro Cuica Chissengueti, enalteceu o papel da comunicação social durante a visita.
“Os jornalistas foram um dos elos mais fortes da visita do Papa Leão XIV a Angola”, afirmou, agradecendo o empenho demonstrado antes, durante e após a passagem do Santo Padre pelo país.
A visita do Pontífice é amplamente considerada como um marco histórico, não apenas pelo seu simbolismo religioso, mas também pelo impacto diplomático, social e mediático que projecta Angola no cenário internacional.