
Organização aposta na educação, autonomia económica e combate à violência baseada no género para transformar a realidade de mulheres e meninas nas comunidades rurais de Angola.
A organização Acção para a Igualdade no Campo (AIC) apresentou-se publicamente no dia 31 de Outubro de 2026, em Luanda, com uma ambiciosa agenda de intervenção social destinada a apoiar 600 beneficiárias, entre 300 mulheres e 300 meninas, nas províncias do Moxico-Leste, Lunda-Sul e Cunene.
Sob o lema “Da semente à transformação”, a iniciativa pretende enfrentar alguns dos principais desafios que condicionam o desenvolvimento das mulheres e meninas, sobretudo nas comunidades rurais, onde persistem dificuldades no acesso à educação, à terra, aos recursos produtivos e às oportunidades de geração de rendimento.
A AIC propõe desenvolver acções em diferentes áreas estratégicas, com destaque para a agroecologia, educação das meninas, resiliência climática, acesso à terra, autonomia económica, prevenção da violência baseada no género e promoção da liderança feminina.
Mais do que uma iniciativa de apoio social, a organização pretende contribuir para a construção de comunidades mais justas, inclusivas e economicamente sustentáveis, colocando as mulheres e meninas no centro das decisões e dos processos de desenvolvimento.
Durante o discurso de abertura, Noelma Veigas de Abreu defendeu a necessidade de políticas públicas mais próximas das comunidades e de organizações da sociedade civil capazes de compreender as dificuldades enfrentadas pelas populações rurais.
A responsável destacou igualmente que as mulheres e meninas não devem ser vistas apenas como beneficiárias de programas sociais, mas como protagonistas das soluções para os problemas que afectam as suas comunidades.
Com esta iniciativa, a Acção para a Igualdade no Campo pretende transformar desafios em oportunidades, reforçando o papel das mulheres na produção agrícola, na educação, na economia familiar e na participação social.
O projecto surge, assim, como uma aposta na valorização do potencial feminino e na promoção de oportunidades para centenas de mulheres e meninas que continuam a enfrentar barreiras estruturais ao seu desenvolvimento.
Jornalista Siona Júnior