
O combate às tripanossomíases ganhou novo impulso esta semana em Mbanza Congo, província do Zaire, onde especialistas angolanos e congoleses se reuniram para uma formação prática dirigida a técnicos de laboratório de áreas endémicas. A iniciativa, promovida pelo Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT) e pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB) da República Democrática do Congo, decorre de 02 a 06 de Dezembro e concentra-se no diagnóstico laboratorial de tripanossomas em modelos animais, com destaque para o rato de laboratório, ferramenta essencial para investigação biomédica e capacitação técnica.
A equipa de formadores foi recebida na sede do Governo Provincial do Zaire, gesto que simboliza o reconhecimento institucional da importância da vigilância epidemiológica e do reforço das competências locais. Durante cinco dias, cerca de 50 técnicos de laboratório provenientes de unidades sanitárias de zonas endémicas participam em sessões práticas destinadas a aprimorar a identificação do Trypanosoma, parasita causador da doença do sono, que continua a representar um desafio significativo de saúde pública na região.
Na cerimónia de abertura, o director-geral do ICCT, Dr. Peliganga Luís Baião, destacou a necessidade de “manter a vigilância epidemiológica activa, reforçar a formação contínua e actualizar técnicas laboratoriais”, sublinhando ainda a importância da partilha de experiências com peritos da RDC, país com vasta experiência na pesquisa e controlo da doença do sono.
A cooperação científica entre as duas instituições pretende criar uma base técnica mais sólida para o diagnóstico precoce e o controlo eficaz das tripanossomíases, contribuindo para reduzir a incidência da doença e fortalecer a resposta dos serviços de saúde nas comunidades mais afectadas.