Quinta-feira, Dezembro 18, 2025

RÁDIO ECCLESIA FESTEJA 71 ANOS DE EXISTÊNCIA COM BRILHOS E CONFIANÇA AOS SEUS OUVINTES.

E quantos foram? Muitos, quase uma constelação espalhada pelas rádios e televisões de Angola.

Por: apostolado
0 comentário

Era ainda cedo quando o pátio da CEAST, arrumado de forma discreta mas carregado de simbolismo, começou a ganhar cor. Oito de dezembro de 2025. Setenta e um anos depois, a Rádio Ecclesia — essa velha senhora da comunicação angolana — continua a erguer a voz com a mesma firmeza com que nasceu, atravessando tempos difíceis, mudanças políticas, avanços tecnológicos e, sobretudo, sendo companheira fiel dos seus ouvintes.

 

Ao longo destas sete décadas e um ano, a Ecclesia tornou-se mais do que uma estação. Foi escola. Foi berço. Foi trampolim para nomes que hoje são rostos, vozes e referências em diversos órgãos de comunicação do país. Dali saíram jornalistas que aprenderam a sentir a notícia com o coração e a tratá-la com a responsabilidade de quem serve o público.

 

E quantos foram? Muitos, quase uma constelação espalhada pelas rádios e televisões de Angola.

João Pinto e Almir Agria, por exemplo, ecoam agora na Rádio Nova. Manuel Vieira, Zacarias Congo e Abílio Cândido brilham na MFM. Arcanjo Pinto leva a experiência para a RNA, enquanto Manuel José dá o seu timbre à Rádio Luanda. E há ainda os que hoje iluminam e movimentam a imagem televisiva: Basílio no Uíge, Namelela no Moxico, ambos na TPA; Guilherme da Paixão, Pedro Paxi, Adão Tiago, Arão Gaspar, Moura Jorge, todos na TV Zimbo. Na Rádio Cukema do Bié está Amitay Imuno; na Rádio Marginal, Nildo Vidal e Wilson Capemba; e tantos outros que mantêm viva a paixão pela comunicação.

A crônica destes 71 anos não estaria completa sem os que seguiram para outros caminhos, mas sempre com a marca da Ecclesia no peito. Alexandre Cose, Benedito Joaquim, João Carlos, José Fraio — cada um abraçou a assessoria de imprensa, levando consigo a ética e o rigor que ali aprenderam.

 

No centro desta trajetória há colunas invisíveis, vozes firmes, presenças constantes: Tomás de Melo, Vanda de Carvalho, Helena Lima, João Beiji e Frei Estêvão. Mantiveram acesa a chama em dias de dúvida, tempestades políticas e silêncios forçados.

 

E como falar da Rádio Ecclesia sem recordar os seus diretores?

Padre Alcides, Dom Jaka, Frei Zé Paulo, Dom Camuto, Padre Matumona (de feliz memória), Padre Kandangi, Padre Augusto Epalanga, Padre Gaudêncio, Padre Savita, Irmã Fátima Cavati — todos guardiões de uma missão que ultrapassa as paredes do estúdio: servir a verdade, formar consciências, iluminar a sociedade.

Hoje, na frequência 97.5, pulsa uma nova geração. Uma antena viva, colorida, irreverente, que carrega a tradição mas ousa ser moderna:

Esmeralda Chiyaca, Edna Cabral, Isidro Chitekulo, Júlio Muhongo, Tio Daniel, Tio Seba, Stone, Toni, André, Patrick, Celma Troco, Tia Domingas Jaka, Moita, Fátima Correia, Anastácio Sasembele, Francisco Carlos (Nonilson), Licínio Soares, Bernando Mário, Moises Manzambi, Gerónimo Domiano, João Vissesse, Joana Zunguila, Silvano da Silva, Cornélio Bento, Avelino, Tia Paulina, Mado, Celma, Generosa, Tia Antónia Umba, Siona Júnior, Lizete — rostos e vozes que constroem a Ecclesia do presente.

Há também os que diariamente ajudam a pensar Angola, os comentadores residentes que levantam questões, desafiam costumes e mexem na ferida quando é preciso:

Padre Celestino Epalanga, Albino Pakisi, Bartolomeu Milton, Mário Sakussengue, António Ventura, Manuel Kangundu, Sambongo, Reginaldo Silva, Padre Síssimo, Padre Malamba, Irmã Emiliana Bumdu.

 

E quando a rádio precisa cantar, é Guy Destino quem lhe empresta a voz do hino, dando-lhe alma de celebração.

 

Nem todos estão hoje presentes, mas todos fazem parte da história.

Esperança Gaspar, Pedro Vigário, Tia Chico, Margareth Nanga, Josefina Komba, Zinilda Volola, Tia João Chiquete (in memoriam), Siona Casimiro Watulante (in memoriam),  Manuel Augusto, Agostinho Gayeta, Adriano Kubanga, Júlio dos Santos (in memoriam), Irmão Hugo das Nossas Picanhas, Leonardo Lemos, Afonso de Carvalho — este último, com olhar clínico, moldou as estratégias de marketing que sustentam a confiança do público.

 

E se há “olhar de futuro”, ele vem também das crianças. O programa Ser Criança carrega um elenco de sonhos: Edivania da Silva, Andrea, Helena, Paulo Ngola.

Na vivência religiosa, permanecem vivos os ensinamentos e a espiritualidade transmitidos por Irmão René, Pedro Longui, Victor Presley, Padre Carlos, Padre Ashiw e pelas Irmãs Paulinas.

 

Setenta e um anos depois, a Rádio Ecclesia continua a ser farol. Não apenas informando, mas formando, inspirando e unindo. No pátio da CEAST, a festa de aniversário é modesta e restrita, mas o simbolismo é grandioso: a voz que nasceu para servir a verdade continua firme, vibrante e cheia de esperança.

 

Rádio Ecclesia, 71 anos.

A rádio da Igreja. A rádio da confiança. A rádio de Angola.

Jornalista Siona Júnior

Também lhe poderá interessar

2023 –  Direitos Reservados. Jornal o Apostolado.  Developed by TIIBS, Lda – TIIBS, Lda – Technology Consultants

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Ler Mais

Política de Privacidade & Cookies