No Livro de Honra, o Chefe de Estado escreveu ter sido “com imensa tristeza e consternação” que tomou conhecimento do falecimento de João Luís Neto “Xietu”, general de Exército reformado, do Quadro Especial de Inter-Armas, realçando o facto de o malogrado ter aderido ao MPLA em finais de 1960 e colaborado “de forma activa” nos preparativos do heróico 4 de Fevereiro, início da Luta Armada de Libertação Nacional.
“É com pesar que continuamos a ver partir alguns dos mais valorosos nacionalistas e lutadores pela Independência e Liberdade do povo angolano”, lê-se na mensagem escrita por João Lourenço, durante a prestação do tributo, no Quartel General do Exército.
João Luís Neto “Xietu”, escreveu o Presidente da República, integrou-se no corpo de guerrilheiros do MPLA, tendo sido o primeiro chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) e ascendido, por mérito próprio, ao mais elevado posto na hierarquia militar, de general de Exército.
O Chefe de Estado referiu, ainda, na mesma mensagem, que durante a sua brilhante carreira, foram prestadas honras e atribuídas medalhas de mais elevado valor ao malogrado general de Exército, em reconhecimento dos seus feitos.
“Expressamos os nossos sinceros pêsames à família enlutada, ao círculo dos seus amigos e aos seus companheiros de armas”, finalizou o Presidente da República, na cerimónia testemunhada por membros do Governo, deputados, líderes religiosos e altas patentes das Forças Armadas Angolanas (FAA).
O general de Exército reformado João Luís Neto “Xietu” faleceu aos 81 anos, vítima de doença. Do seu vasto currículo, realce para o facto de muito cedo ter-se disponibilizado para a Luta de Libertação Nacional contra o colonialismo português, filiando-se no Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
João Luís Neto “Xietu” exerceu relevantes cargos, em que se destacam os de chefe do Estado-Maior da Frente Leste, na vigência do qual subscreveu a declaração do Acto de Proclamação das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), a 1 de Agosto de 1974.
Com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, particularmente com a tomada de posse do primeiro Governo da então República Popular de Angola, o malogrado foi nomeado chefe do Estado-Maior General das então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), o primeiro exército nacional.
Nas Forças Armadas Angolanas(FAA), o malogrado atingiu o posto militar de General, patente com que exerceu o cargo de conselheiro do chefe do Estado-Maior General das FAA, tendo sido, posteriormente, promovido ao posto militar de general de Exército e licenciado à reforma, tendo sido o fundador e primeiro director-geral da Caixa de Segurança Social das FAA, actual Instituto de Segurança Social das FAA.
Vice-Presidente da República manifesta consternação
Esperança da Costa rendeu, igualmente, homenagem ao malogrado general de Exército reformado João Luís Neto “Xietu”.
A Vice-Presidente da República deixou uma mensagem no Livro de Honra, sublinhando que o país está certo de que o legado de defensor incansável e protector de primeira linha da identidade, anseios e soberania do povo angolano, perdurará nas novas gerações. “Homenagem merecida”, asseverou Esperança da Costa.