
O Movimento FURIA-99 (Força Unida contra a Repressão e Injustiças Angola) manifesta profunda preocupação com a situação dos activistas brutalmente agredidos e detidos no dia 10 de novembro, durante uma reunião preparatória da manifestação marcada para o dia 11. Entre os activistas violentamente atacados encontram-se:
Nzuzi Zacarias Domingos Mabiala “Luston”
Miguel Combe Manuel
Pereira Fernandes Domingos “Perex”
José Andrades “Bené”, advogado, igualmente detido ao tentar acompanhar o caso na manhã de 10 de novembro, um grupo de activistas afectos ao Movimento Revolucionário Angolano encontrava-se reunido na capital política para os acertos finais da manifestação. A reunião foi inesperadamente interrompida por uma gang conhecida como PLACA PIRATA, acompanhada por elementos do SIC, que atacaram e agrediram os presentes. Após as agressões, os activistas foram levados para a Esquadra da Boa Esperança.
O advogado José Andrades, ao deslocar-se a esquadra para obter informações sobre a situação, também foi detido.
Os activistas só foram libertados na tarde do dia 11 de novembro, apresentando sinais visíveis de tortura. Há informações de que Pereira Domingos sofreu deslocamento do braço em consequência das agressões.
O Movimento FURIA-99 apela às organizações nacionais e internacionais dos direitos humanos e de proteção dos defensores dos direitos humanos a se pronunciarem sobre estes acontecimentos graves.
Igualmente, insta o Estado angolano a pôr fim à violência sistemática contra activistas e a garantir o respeito pelos direitos fundamentais, conforme previsto na Constituição e nos compromissos internacionais assumidos pelo país.