No limiar das celebrações dos 50 anos da nossa independência, a CEAST, através da Comissão Episcopal de Justiça e Paz e Integridade da Criação, promove e anima a realização do Congresso Nacional da Reconciliação.
No âmbito das celebrações jubilares dos 50 anos da independência nacional,
a Comissão Episcopal de Justiça e Paz propõe que este momento de celebrações seja uma ocasião para a interrupção coletiva que proporcione um momento restaurador para toda a nação angolana.
Tal momento de reflexão profunda sobre o nosso percurso histórico de alegrias e também de fragilidades poderia ser trazido à mesa nacional num Congresso de Reconciliação que deverá estabelecer um compromisso para novos rumos em relação à Pátria.
Para o efeito, recorremos à experiência bíblica de jubileu que pode enriquecer a vivência desta festa nacional nos seus memoráveis 50 anos de história.
Na narrativa bíblica, a palavra jubileu está ligada ao perdão de Deus sobre o seu povo, com a reconciliação das pessoas entre si e a recuperação original das posses materiais alienadas ao longo do tempo.
Como se vê, era um momento de restauração da comunidade e de confraternização pela graça de Deus que tudo oferecia ao povo.
Este momento é, sobretudo, de um exame coletivo de consciência.
Trata-se, assim, de um momento privilegiado de espiarmos os nossos males através do reconhecimento das nossas fragilidades ao longo deste meio século de liberdade e 23 anos no percurso desafiador da paz e da reconciliação no plano social, religioso e cultural.
Os objetivos deste Congresso Nacional da Reconciliação têm a ver proporcionar um encontro nacional de autoavaliação e da busca dos novos rumos para o nosso futuro.
Retrospeção histórica para buscar lições dos últimos 50 anos que ajudem a iluminar o futuro.
Estabelecer um compromisso comum para com o futuro da nação angolana e produzir uma Carta do Cinquentenário onde possamos ver espelhadas as preocupações que o nosso passado histórico produziu e uma nova proposta de vida.
E temos como momentos jubilares O primeiro momento vai ser identificar os males de cada grupo que constituem a nossa sociedade.
O segundo momento é assumir um compromisso de renovação e conversão com o país.
E o terceiro momento, nesta perspectiva, definimos como perfil dessas reflexões os seguintes pilares que vão conduzir às reflexões jubilares particulares.
A introspeção é esta reflexão e a associação de erros que configuraram a nossa estrutura social fruto de opções assumidas na condução dos destinos que levaram ao atual momento.
Nesta fase de reflexão, nos é pedida a humildade necessária e a verdade para que com profunda abertura de coração nos coloquemos sob o juízo da nação e nos auto- avaliarmos para depois reconhecermos como parte da autoria do nosso passado que deita o presente.
O reconhecimento pois o reconhecimento do mal feito aos outros, às outras e à nação com a nossa ação coletiva e individual.
Neste pilar prevalece como atitude fundamental o sentido da corresponsabilidade em tudo o que a nossa história configurou fruto da nossa ação humana.
Aqui teremos todos de perceber que de uma ou de outra forma somos responsáveis ao termos presenciado os acontecimentos e pouco termos feito para inverter os males praticados.
Logo, a partilha de responsabilidade em cada mal identificado deve comprometer todos, todas na concertação destes buracos negros.
O terceiro momento da restauração pois propor o caminho da cura com a firme vontade de repor até onde seja possível os danos e inverter percursos que se podem espelhar no descompromisso para com a nação fazendo-nos autorreferenciados.
Para isso, até propostas legais que possam ajudar a relação entre cidadãos baseadas na justiça podem ser tidas em conta e assumidas por todos que ninguém fique para trás, como diz o Papa Francisco.
Este momento teria como resultado a compilação de um compromisso coletivo escrito que nos sirva de guia para os próximos tempos.
Tal passo só será possível se todas as categorias participarem primeiro com jubileus particulares e depois no grande congresso da reconciliação que seria o plurário de toda a caminhada deste ano jubilar da independência nacional.
cinquenta anos tenhamos o mesmo tipo de educação que estamos a ter hoje. Pois, a Igreja Católica vai fazendo o que pode, não tem muitos meios, mas também não pode cruzar os braços o povo Francisco na Fratelli Tutte, número 77, diz que partidiamos não podemos cruzar os braços e ficar a assistir aqueles que nos governam. Nós temos espaços de corresponsabilidade (29:35) ou seja, partilhamos espaços de corresponsabilidade (29:39) tanto na educação, na saúde e noutras áreas sociais (29:44) pois a Igreja tem feito o possível e continuará (29:47) certamente a fazer o possível para os próximos cinquenta anos. Oiça a conferência da CEAST sobre a reconciliação