O presidente
da UNITA, Adalberto Costa Júnior, reagiu à tensão registada na província do Uíge, onde ocorreram confrontos envolvendo agentes da Polícia Nacional, militantes da UNITA e populares durante actividades do partido.
Segundo informações divulgadas pela UNITA, a sede provincial da formação política terá sido cercada por efectivos da Polícia Nacional. O partido afirma que, durante o incidente, foram utilizados gás lacrimogéneo e disparos, além de terem sido registados episódios de agressões que terão provocado ferimentos entre os envolvidos.
Perante o cenário, Adalberto Costa Júnior adoptou um discurso de forte conteúdo político, condenando o que considera ser uma tentativa de intimidação e silenciamento da população.
“Pode-se humilhar o povo por um dia, intimidá-lo por uma noite e silenciá-lo por algum tempo. Mas nenhum poder é eterno. A história sempre devolve aos povos a palavra que lhes foi retirada”, afirmou o líder da UNITA.
A declaração surge num contexto de crescente tensão política em torno das actividades partidárias no Uíge. A UNITA considera que os acontecimentos registados na província representam uma violação das liberdades políticas e de participação dos seus militantes e simpatizantes.
Até ao momento, a versão apresentada pela UNITA sobre os confrontos deverá ser confrontada com eventuais esclarecimentos das autoridades policiais, de forma a apurar as circunstâncias que estiveram na origem do incidente e a extensão dos confrontos.
As declarações de Adalberto Costa Júnior reforçam, entretanto, o tom de contestação da UNITA, ao mesmo tempo que colocam no centro do debate questões relacionadas com liberdade política, direito à manifestação e actuação das forças de segurança.