Quarta-feira, Março 25, 2026

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Segundo informações apuradas, o paciente, um cidadão com mais de 60 anos de idade, foi socorrido depois de sofrer um AVC enquanto circulava na via pública

Por: apostolado
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Uma secretária clínica do Hospital Dom Emílio de Carvalho está a ser acusada de furtar mais de um milhão de kwanzas da conta bancária de um paciente idoso que deu entrada naquela unidade hospitalar após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) na via pública. O caso veio a público após denúncia dos familiares da vítima e já está sob investigação das autoridades.

 

Segundo informações apuradas, o paciente, um cidadão com mais de 60 anos de idade, foi socorrido depois de sofrer um AVC enquanto circulava na via pública e acabou encaminhado para atendimento médico na unidade hospitalar localizada no Zango V, município de Calumbo. Ao dar entrada no hospital, o idoso encontrava-se inconsciente, situação que teria sido aproveitada pela funcionária para aceder aos seus pertences pessoais.

 

Fontes próximas do processo indicam que, ao tentar identificar o paciente através dos documentos existentes na carteira, a secretária clínica terá encontrado o cartão Multicaixa acompanhado do respectivo código PIN, algo relativamente comum entre pessoas idosas que, devido à idade avançada, preferem manter o código junto ao cartão para evitar esquecimentos.

 

De acordo com as investigações preliminares, ao aperceber-se da existência do cartão e do código de acesso, a funcionária decidiu retirar os cartões bancários da carteira da vítima. Posteriormente, entrou em contacto com um homem identificado como pedreiro, alegadamente seu conhecido, com quem teria articulado o levantamento de dinheiro nas contas do paciente.

 

As autoridades suspeitam que a dupla tenha efectuado vários levantamentos em caixas automáticos, totalizando mais de um milhão de kwanzas retirados das contas do idoso, enquanto este permanecia internado e sem condições de se aperceber do que estava a acontecer.

 

A situação começou a levantar suspeitas quando familiares da vítima, ao verificarem movimentações bancárias incomuns, apresentaram uma denúncia às autoridades policiais. Após diligências investigativas, a polícia conseguiu rastrear as operações realizadas e identificar os principais suspeitos do esquema.

 

Confrontada com os indícios recolhidos durante a investigação, a secretária clínica terá acabado por confessar a prática do crime, reconhecendo a sua participação no furto e revelando a colaboração do alegado comparsa.

 

As duas pessoas envolvidas encontram-se sob custódia das autoridades e deverão ser apresentadas ao Ministério Público nos próximos dias para os procedimentos legais. O caso levanta novamente preocupações sobre a segurança dos bens pessoais de pacientes internados em unidades hospitalares e reacende o debate sobre a necessidade de maior controlo e ética profissional no atendimento hospitalar.

 

As investigações continuam em curso para apurar todos os detalhes do caso e determinar se houve outros envolvidos ou ocorrências semelhantes na mesma unidade de saúde.

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