
A ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, manifestou profunda dor e consternação pelas vítimas do trágico acidente de viação ocorrido na madrugada deste domingo, na zona do Cabo Ledo, envolvendo profissionais de enfermagem que regressavam de uma actividade institucional.
De acordo com uma mensagem oficial divulgada pelo Ministério da Saúde de Angola, o sinistro resultou na morte de vários cidadãos angolanos que seguiam na mesma viatura, entre os quais enfermeiros que regressavam de uma actividade promovida pela Ordem dos Enfermeiros de Angola, realizada recentemente na província da Huíla.
Segundo o comunicado, o acidente ocorreu durante o trajecto de regresso a Luanda, quando a viatura transportava os profissionais de saúde que haviam participado numa actividade de carácter institucional e formativo. As circunstâncias exactas do acidente ainda estão a ser apuradas pelas autoridades competentes, mas as primeiras informações apontam para um cenário de elevada gravidade, com múltiplas vítimas e feridos.
A nota sublinha que o infausto acontecimento representa uma perda irreparável para o país, particularmente para o sector da saúde. Entre as vítimas mortais encontram-se profissionais de enfermagem reconhecidos pela dedicação, profissionalismo e elevado sentido de missão no atendimento e cuidado aos pacientes.
“Este infausto acontecimento resultou, até ao momento, na perda irreparável de vários angolanos que seguiam na mesma viatura, entre eles profissionais de enfermagem, quadros que sempre se distinguiram pela dedicação, profissionalismo e elevado sentido de missão ao serviço da saúde e do povo angolano”, lê-se na mensagem.
A tragédia provocou forte comoção no seio da comunidade sanitária nacional, que vê partir profissionais que desempenhavam um papel essencial no funcionamento das unidades hospitalares e na prestação de cuidados de saúde à população. Para especialistas do sector, a perda de enfermeiros com experiência e compromisso representa também um golpe significativo para o já exigente sistema de saúde nacional.
No que diz respeito aos sobreviventes, o Ministério da Saúde informou que pelo menos oito feridos foram encaminhados para o Complexo Hospitalar General Pedro Tonha Pedalé. Outros pacientes deram entrada em diferentes unidades hospitalares da capital, nomeadamente no Hospital do Prenda, no Hospital Josina Machel e no Hospital Geral de Luanda.
De acordo com as autoridades sanitárias, alguns dos feridos encontram-se em estado considerado grave e estão a receber assistência médica especializada. As equipas clínicas destas unidades hospitalares mobilizaram meios humanos e técnicos para assegurar o atendimento de emergência e o acompanhamento contínuo dos pacientes.
O apoio às vítimas está a ser reforçado também pelo Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA), que activou equipas de emergência para garantir assistência imediata e suporte logístico às unidades hospitalares envolvidas no socorro.
Na mensagem de condolências, Sílvia Lutucuta expressou solidariedade às famílias enlutadas, aos colegas de profissão das vítimas e às instituições de saúde afectadas pela tragédia. A governante sublinhou que a perda destes profissionais representa um momento de profundo luto para toda a enfermagem angolana e para o país.
“Em nome do Ministério da Saúde da República de Angola e em meu nome pessoal, apresento à Ordem dos Enfermeiros de Angola, às famílias enlutadas, aos colegas e amigos das vítimas, as mais sentidas e sinceras condolências”, afirmou a ministra.
O Ministério da Saúde informou ainda que acompanha com grande preocupação o estado clínico dos feridos e está a mobilizar todos os meios necessários para garantir assistência médica adequada, bem como apoio às famílias afectadas pelo acidente.
A mensagem termina com uma homenagem à memória dos profissionais que perderam a vida na tragédia, destacando o contributo que deram ao fortalecimento do sistema nacional de saúde e ao cuidado da população angolana.
“Neste momento de dor e solidariedade, rendemos homenagem à memória destes profissionais que honraram a enfermagem e contribuíram, com o seu trabalho diário, para o fortalecimento do nosso Sistema Nacional de Saúde. Que o exemplo de dedicação, compromisso e serviço destes enfermeiros permaneça como inspiração para todos os profissionais de saúde e para as gerações futuras”, conclui o documento.