Segunda-feira, Janeiro 26, 2026

OBRAS DO OGE 2026 NO KWANZA NORTE GERAM CRÍTICAS E EXIGÊNCIAS DE TRANSPARÊNCIA

O activista social Gutembergue Matias é uma das vozes críticas em relação ao projecto.

Por: apostolado
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Algumas obras inscritas no Orçamento Geral do Estado (OGE) 2026 para a província do Kwanza Norte continuam a gerar forte contestação por parte de cidadãos e activistas sociais, que questionam as prioridades do investimento público e a transparência na execução dos projectos previstos.

 

Entre as iniciativas constantes no OGE 2026 destaca-se a reabilitação e apetrechamento do Palácio do Governo Provincial, uma obra orçada em cerca de 521 milhões de kwanzas, valor que tem provocado reacções negativas em vários segmentos da sociedade civil local. Para muitos cidadãos, o montante contrasta com a realidade socioeconómica da província, marcada por carências nos sectores da saúde, educação, saneamento básico e vias de acesso.

 

O activista social Gutembergue Matias é uma das vozes críticas em relação ao projecto. Em declarações recentes, defendeu a necessidade de maior transparência na execução das obras públicas, sublinhando que a população deve ser informada de forma clara sobre os critérios que orientam a selecção das empreitadas e a aplicação dos recursos financeiros. Segundo o activista, “num contexto em que muitas comunidades continuam sem escolas condignas, hospitais equipados e estradas transitáveis, é legítimo questionar se esta deve ser a principal prioridade”.

 

Além do custo elevado, cidadãos interrogam-se sobre os benefícios directos que a reabilitação do Palácio do Governo Provincial trará à população, levantando suspeitas sobre possíveis desequilíbrios na definição das prioridades orçamentais. Algumas organizações locais defendem que os investimentos públicos deveriam privilegiar projectos com impacto social imediato e mensurável.

 

Até ao momento, as autoridades provinciais não prestaram esclarecimentos públicos detalhados sobre o processo de adjudicação da obra, os prazos de execução e os mecanismos de fiscalização previstos, o que tem alimentado ainda mais o debate e a desconfiança popular.

 

Especialistas em governação e finanças públicas alertam que a falta de comunicação institucional eficaz pode comprometer a confiança dos cidadãos nas políticas públicas, defendendo a divulgação regular de relatórios de execução física e financeira das obras inscritas no OGE.

 

Enquanto isso, cresce a pressão para que os órgãos competentes reforcem os mecanismos de fiscalização e promovam um diálogo mais aberto com a sociedade civil, garantindo que os recursos do Estado sejam aplicados de forma justa, transparente e alinhada com as reais necessidades da população do Kwanza Norte.

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