
O Bispo Emérito de Mbanza Kongo, Dom Serafim Shingo-ya-Hombo, falecido no passado dia 01 de janeiro de 2026, na cidade de Windhoek, Namíbia, será sepultado no interior da Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Sé Catedral de Mbanza Kongo. A informação foi apurada pelo jornal Apostolado, que soube que a Diocese já se encontra a ultimar os preparativos para a realização das exéquias fúnebres.
Embora a Igreja Católica em Angola ainda não tenha anunciado oficialmente a data do funeral, fontes eclesiásticas confirmaram que o enterro de Dom Serafim acontecerá no interior da catedral, um gesto reservado a figuras de reconhecida importância pastoral e histórica. A decisão surge como forma de homenagem ao legado deixado pelo prelado ao longo dos anos em que serviu a Diocese de Mbanza Kongo.
De acordo com a tradição da Igreja Católica, apenas o primeiro bispo de uma diocese é sepultado no interior da igreja catedral, como foi o caso de Dom Afonso Nteka, primeiro Bispo de Mbanza Kongo, cujo túmulo se encontra à entrada do Kulumbimbi, a primeira igreja católica a sul do deserto do Saara. No entanto, a Igreja pode autorizar exceções, tendo em conta critérios como a relevância pastoral do bispo falecido, os serviços prestados à diocese, a importância histórica da sua missão e o impacto espiritual do seu episcopado junto dos fiéis.

Dom Serafim Shingo-ya-Hombo, natural da Kibala, na província do Cuanza Sul, era frade da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Antes de assumir a Diocese de Mbanza Kongo, exerceu as funções de Bispo Auxiliar de Luanda. Em Mbanza Kongo, desempenhou o cargo episcopal durante 17 anos, tornando-se o segundo Bispo da Diocese, sucedendo a Dom Afonso Nteka e antecedendo Dom Vicente Carlos Kiaziku, todos pertencentes à mesma ordem religiosa.
Reconhecido pela sua humildade, espírito de serviço e profunda devoção pastoral, Dom Serafim marcou a história da Diocese de Mbanza Kongo com uma liderança próxima das comunidades, dedicada à evangelização e à formação espiritual dos fiéis. A Diocese prepara agora um funeral condigno, à altura da figura pastoral que foi Dom Serafim Shingo-ya-Hombo, cuja memória permanecerá viva na história da Igreja Católica em Angola.