Quinta-feira, Agosto 27, 2026

OBRAS DA COLECÇÃO ENSA-ARTE EM DESTAQUE NO PALÁCIO DE CONVENÇÕES DE LUANDA

A exposição das obras representa, igualmente, uma oportunidade de reconhecimento do talento dos artistas angolanos

Por: apostolado
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JORNALISTA ANTÓNIO CORREIA REFORÇA APOSTA NO EMPREENDEDORISMO COM DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS NACIONAIS.

Mais do que uma actividade comercial, o projecto apresenta-se como uma oportunidade de valorização do que é produzido em Angola

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RÁDIO ECCLESIA ONDJIVA ESTREIA PROGRAMA “FAMÍLIA CRISTÔ

O momento foi testemunhado pelo Director de Informação da Rádio Ecclesia Ondjiva, Xavier Kaulinaya,

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JORNALISTAS CONVIDADOS A REFORÇAR DIVULGAÇÃO DO PROCESSO DE CANDIDATURA DO SEMBA

O musico sublinhou a importância do envolvimento da imprensa na valorização e preservação das manifestações culturais

Por: apostolado
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LUENA ACOLHE V FESTIVAL NGEYA PARA VALORIZAR A MÚSICA, A DANÇA E A IDENTIDADE CULTURAL DO LESTE DE ANGOLA

O Festival Ngeya é o principal evento de música e dança regional dedicado a exaltar a identidade cultural, os hábitos e os costumes dos povos do Leste de Angola (Moxico, Lunda Sul e Lunda Norte). O projeto é patrocinado pela Sociedade Mineira de Catoca .

Por: apostolado
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LUSOFONIAS ESPECIAL: PADRE TONY NEVES ESCREVE DE ROMA EM HOMENAGEM A DOM ZACARIAS KAMWENHO

Nasceu em 1934 no Chimbundo, uma aldeia da Missão do Bailundo, no interior de Nova Lisboa (Huambo).

Por: apostolado
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A CRÓNICA DO PADRE TONY NEVES: LUSOFONIAS — SEMANA LAUDATO SI

Recebi esta semana uma mensagem muito significativa vinda do Quénia, na fronteira com a Somália.

Por: apostolado
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Obras da Colecção ENSA-Arte passam a integrar o acervo artístico do recém-inaugurado Palácio de Convenções de Luanda, contribuindo para a valorização estética dos seus diversos espaços e colocando uma parte significativa da produção artística angolana à disposição do público.

 

A iniciativa, promovida pela ENSA Seguros de Angola, S.A., Sociedade Aberta, reforça a presença da arte angolana num dos mais emblemáticos espaços públicos do país, destinado a acolher grandes eventos nacionais e internacionais.

 

A exposição das obras representa, igualmente, uma oportunidade de reconhecimento do talento dos artistas angolanos e da relevância das artes visuais enquanto expressão da identidade, criatividade e diversidade cultural de Angola.

 

A integração da Colecção ENSA-Arte no Palácio de Convenções de Luanda ganha particular significado em 2026, ano em que o Prémio ENSA-Arte assinala 35 anos de existência. Criado em 1991, o prémio tem desempenhado um papel relevante na promoção das artes visuais em Angola, contribuindo para a descoberta de novos talentos, a projecção de artistas consagrados e a consolidação de um dos mais importantes acervos artísticos do país.

 

Ao longo de três décadas e meia, a ENSA tem reafirmado o seu compromisso com o desenvolvimento cultural de Angola, promovendo a arte como instrumento de reflexão, inclusão, inovação e valorização da identidade nacional.

 

Para a seguradora, a presença das obras da Colecção ENSA-Arte no Palácio de Convenções de Luanda constitui um tributo aos artistas angolanos e traduz o compromisso de preservar e promover o património artístico nacional. A iniciativa simboliza ainda o papel da cultura na construção de um país mais criativo, plural e voltado para o futuro.

 

Sobre a ENSA: Fundada a 18 de Fevereiro de 1978, a ENSA iniciou a sua actividade sob a denominação de “Empresa Nacional de Seguros e Resseguros de Angola”, como Unidade Económica Estatal (U.E.E.), tendo posteriormente sido transformada em sociedade anónima.

 

Ao longo da sua história, a seguradora liderou o mercado de seguros no período pós-independência e tem acompanhado o desenvolvimento económico e social de Angola, modernizando e diversificando os seus serviços e expandindo a sua rede de distribuição.

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O jornalista e apresentador da TV Zimbo, António Correia, está a reforçar a sua aposta no empreendedorismo nacional, através da expansão da marca Dom Correia, iniciativa que alia a comunicação, o desenvolvimento pessoal e a valorização da produção feita em Angola.

 

Com uma trajectória diversificada no sector empresarial, que inclui investimentos na área do fitness, como sócio de um ginásio, António Correia procura agora consolidar a sua presença no mercado através de uma actividade voltada para a distribuição e comercialização de produtos alimentares produzidos no interior do país.

 

Na mais recente iniciativa, o comunicador estabeleceu uma parceria estratégica com a empresária Cláudia Chipeio, passando a actuar como distribuidor oficial, em Luanda, de uma variedade de produtos alimentares provenientes de diferentes regiões de Angola.

 

A iniciativa dá continuidade ao trabalho que António Correia já vinha a desenvolver no mercado nacional, onde se destacou anteriormente como distribuidor do Mel Owiki, produto certificado com o selo “Feito em Angola”. A marca Dom Correia disponibiliza agora quitutes da terra, doces, cereais e geleias artesanais, de produção não industrializada, aproximando os consumidores da capital dos sabores tradicionais e da riqueza gastronómica das várias províncias.

Mais do que uma actividade comercial, o projecto apresenta-se como uma oportunidade de valorização do que é produzido em Angola, incentivando o consumo de produtos nacionais e criando novas possibilidades de mercado para pequenos e médios produtores do interior do país.

 

A aposta de António Correia demonstra que o empreendedorismo pode caminhar lado a lado com a comunicação e o compromisso com o desenvolvimento económico nacional. Através da Dom Correia, o jornalista pretende contribuir para a criação de uma ligação mais directa entre os produtores locais e o grande mercado consumidor de Luanda, transformando produtos genuinamente angolanos em oportunidades de negócio e de crescimento.

 

Com esta visão, António Correia deixa também uma mensagem de motivação aos jovens e profissionais angolanos: é possível transformar ideias, talentos e experiências em projectos sustentáveis, capazes de gerar valor, criar oportunidades e contribuir para o desenvolvimento da economia nacional.

Jornalista Malú Tavares

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A Rádio Ecclesia Ondjiva estreou, no dia 8 de Agosto, o programa “Família Cristã”, novo espaço radiofónico dedicado à reflexão, formação e orientação das famílias, no âmbito da extensão da grelha de programação da emissora.

 

De inteira responsabilidade da Comissão Diocesana do Laicado, Família e Vida, o programa será emitido, numa primeira fase, todos os sábados, das 12h30 às 13h00. A primeira edição contou com a presença do Bispo de Ondjiva, Dom Pio Hipunyati, como convidado especial, que marcou o lançamento oficial do novo espaço.

 

O momento foi testemunhado pelo Director de Informação da Rádio Ecclesia Ondjiva, Xavier Kaulinaya, pelo Coordenador dos Programas e Conteúdos Religiosos, Esmael Paulo, e pelo Secretário da Comissão Diocesana do Laicado, Família e Vida, Benvindo Ndemulonga. A emissão foi conduzida pela apresentadora Cecília Kukenge, num ambiente de alegria e proximidade com os ouvintes.

Durante a emissão, Dom Pio Hipunyati considerou o lançamento do programa um momento especial para a Rádio Ecclesia Ondjiva, destacando a importância de existir um espaço especificamente dedicado às famílias. O Prelado defendeu que o programa seja dedicado, orientado e feito pelas próprias famílias, tornando-se um verdadeiro espaço de diálogo, formação e orientação.

 

O Bispo de Ondjiva pediu ainda a bênção de Deus para que o “Família Cristã” possa constituir uma escola para as famílias e responder às suas necessidades. Dom Pio Hipunyati manifestou igualmente o desejo de que o novo espaço traga luz, oriente as famílias e ajude a compreender a importância da família, particularmente da família cristã.

 

Com o lançamento do “Família Cristã”, a Rádio Ecclesia Ondjiva reforça a sua missão de evangelização e serviço à comunidade, criando um espaço de reflexão sobre os desafios da vida familiar e da vivência da fé cristã, contribuindo para o fortalecimento dos valores cristãos no seio das famílias da Diocese de Ondjiva.

 

Jornalista Esmael Paulo — Rádio Ecclesia Ondjiva

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O musico Dom Caetano apelou aos profissionais da comunicação social, com destaque para os jornalistas para que intensifiquem a divulgação de conteúdos relacionados com o processo de candidatura do Semba a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

 

O musico sublinhou a importância do envolvimento da imprensa na valorização e preservação das manifestações culturais angolanas, destacando o Semba como um dos principais símbolos da identidade nacional. Segundo Dom Caetano, a divulgação consistente e responsável deste processo de candidatura é fundamental para garantir maior conhecimento público e mobilização em torno desta expressão artística.

 

O apelo foi dirigido, em particular, aos profissionais da Edições Novembro, mas estendido a todos os órgãos de comunicação social, incentivando uma cobertura mais ampla e contínua sobre as iniciativas que visam o reconhecimento internacional do Semba.

Fonte: JA

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A cidade do Luena acolhe, de 26 a 27 do corrente mês, a quinta edição do Festival de Música e Dança Tradicional Ngeya, um evento que reunirá cerca de 14 grupos culturais provenientes das províncias da Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico e Moxico Leste.

 

A iniciativa tem como principal objetivo resgatar, preservar e promover a identidade cultural dos povos da região Leste de Angola, através da valorização das expressões tradicionais de música, dança e outras manifestações culturais que fazem parte do património daquelas comunidades.

 

Jornalista Nelson Catete

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Dom Zacarias Kamwenho, Arcebispo Emérito do Lubango, partiu para a Casa do Pai esta sexta feira, dia em que os cristãos celebram a Paixão e Morte de Cristo. Foi uma das figuras mais marcantes da história da Igreja de Angola, sendo o único Bispo que viveu todo o tempo de Angola independente, pois foi ordenado em 1974. A história da Igreja e do País não se pode escrever sem gravar o seu nome, as suas palavras proféticas, o seu compromisso pela justiça e pela paz.

 

Nasceu em 1934 no Chimbundo, uma aldeia da Missão do Bailundo, no interior de Nova Lisboa (Huambo). Tive a alegria de lá passar recentemente e ver que a escola tem o nome de Dom Zacarias. Levado pelos Missionários Espiritanos para o Seminário, seria Ordenado Padre por Dom Daniel Junqueira, Arcebispo de Nova Lisboa, a 9 de junho de 1961.

 

Foi desempenhando sempre cargos de responsabilidade. Seria nomeado Reitor do Seminário Maior de Cristo Rei, Nova Lisboa, cargo que ocupou até à surpreendente nomeação como Bispo Auxiliar de Luanda, em 1974, ainda em tempo colonial.

 

Roma criou a Diocese de Novo Redondo (hoje Sumbe) em 1975, sendo Dom Zacarias nomeado como seu primeiro Bispo. Ali esteve 20 anos, até rumar ao Lubango, onde foi o Arcebispo Coadjutor de Dom Manuel Franklin da Costa (1995-1997), sendo o titular de 1997 até 2009, quando se tornou Emérito, após ter atingido o limite de idade. Foi substituído por Dom Gabriel Mbilingi, Espiritano. Com um humor sempre finíssimo, disse-me um dia: ‘para provar que eu sou Espiritano de alma e coração, basta ver que todos os meus sucessores foram Espiritanos: Dom Benedito Roberto no Sumbe e Dom Gabriel Mbilingi no Lubango!’. Após deixar o Lubango ainda foi nomeado, em 2010, Administrador Apostólico da Diocese do Namibe.

 

Foi eleito Presidente da CEAST onde exerceu dois mandatos em momentos históricos muito difíceis: de 1997 a 2003, tempo que inclui o fim da guerra civil, com o Memorando de Luena assinado em 2002. Neste período de cruel guerra civil, liderou a criação do Movimento Pro-Pace (1999) e, com outras Igrejas Cristãs, lançou e presidiu ao Comité Inter-Eclesial para a Paz (COIEPA), fundado em 2000.

 

Dom Zacarias Kamwenho durante o Congresso de Reconciliação em Angola

Dom Zacarias Kamwenho durante o Congresso de Reconciliação em Angola

Ganhou, em 2001, o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu, pelos seus compromissos em favor da paz em Angola.

 

Fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas da Visitação.

 

A Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé prestou-lhe uma sentida homenagem por ocasião dos seus 50 anos de Ordenação Episcopal, em novembro de 2024. Multiplicou celebrações e encontros nas várias Dioceses por onde passou, seja como Padre (Huambo), ou como Bispo (Luanda, Sumbe, Lubango e Namibe).

 

Há recordações que não me abandonam. Quando, em 2016, fui a Luanda ao Jubileu dos 150 anos da chegada dos Espiritanos, Dom Zacarias não faltou a nenhum dos momentos do denso programa jubilar. A Eucaristia de Encerramento foi muito solene, com milhares de pessoas, no adro da Igreja do Espírito Santo, no S. Pedro do Prenda. Quando chegou o momento de ação de graças, todos os missionários Espiritanos foram convidados a juntar-se para uma homenagem. O povo cantava e dançava, os Espiritanos faziam o mesmo e, dentre os Bispos presentes, sai Dom Zacarias, junta-se à dança e diz muito alto: ‘eu também sou Espiritano! E lá dançou até que o Presidente da Celebração avançou para o ‘Oremos Final’!

 

Partiu um amigo. Escreveu-me – era ele então o Presidente da Conferência Episcopal – o Prefácio do meu livro, ‘Angola. A Igreja Católica pela Paz’, publicado em 2001, no ano anterior ao fim da guerra civil. Concluiu assim: ‘advogamos o diálogo inclusivo, em que depostas as armas e as intimidações e a compra/venda de interesses (vulgo ‘corrupção’) todos participem do Projecto-Nação e todos se comprometam na e pela sua implantação’. Conversamos vezes sem conta, partilhamos alegrias e angústias, era sempre uma festa o nosso frequente reencontro.

 

Encontrei-o em Roma na despedida do Papa Francisco e na eleição do Papa Leão. Vi-o, com o seu habitual sorriso, na recente visita do Papa a Angola. Partiu quase sem ter tempo de se despedir, mas deixa um enorme legado, uma mina de diamantes ainda por explorar…

 

Que descanse na Paz d’Aquele em quem sempre acreditou a quem tanto e tão bem servir durante toda a sua longa vida.

 

Obrigado, Dom Zacarias.

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O Papa Francisco publicou, em 2015, a encíclica social Laudato Si’, dedicada ao cuidado da Casa Comum. Trata-se, de forma amplamente reconhecida, de um documento profundamente inspirador, que apela à urgência de um novo olhar sobre o mundo criado e à responsabilidade pela integridade da criação. Esta encontra-se hoje ameaçada por múltiplos atentados contra a ecologia integral, que exige, simultaneamente, o cuidado dos pobres e a proteção da natureza.

 

Na audiência do passado domingo, o Papa Leão recordou: “De hoje até ao próximo domingo decorre a Semana Laudato Si’, dedicada ao cuidado da criação e inspirada na encíclica do Papa Francisco. Neste ano jubilar de São Francisco de Assis, recordamos a sua mensagem de paz com Deus, com os irmãos e com todas as criaturas. Infelizmente, nos últimos anos, devido às guerras, os progressos neste campo abrandaram significativamente. Por isso, encorajo os membros do Movimento Laudato Si’ e todos os que trabalham por uma ecologia integral a renovarem o seu empenho. Cuidar da paz é cuidar da vida!”

 

Recebi esta semana uma mensagem muito significativa vinda do Quénia, na fronteira com a Somália. Trata-se de uma região marcada pelo deserto ou quase deserto, onde as culturas agrícolas dificilmente vingam e as árvores de fruto não sobrevivem. Ainda assim, persiste o esforço de contrariar esta realidade agreste, apostando em soluções simples, como a plantação de arbustos capazes de trazer algum verde à paisagem, atrair gradualmente as chuvas e melhorar as condições de vida de populações muito pobres.

Há cerca de um ano, o padre angolano José Martins Mandele chegou à missão de Wenje, nestes confins do Quénia. Com ousadia e sentido prático, decidiu plantar 200 árvores no terreno que envolve a residência paroquial onde vive. Explica que o projeto “Wenje Verde” é uma iniciativa ambiental e ecológica essencial para combater as alterações climáticas, restaurar paisagens degradadas e melhorar os meios de subsistência da comunidade paroquial.

 

Wenje situa-se no condado de Tana River, na fronteira com a Somália. É uma região de clima quente e seco, o que torna esta iniciativa particularmente importante para criar sombra, promover a conservação ambiental e reforçar o bem-estar da comunidade. Entre os principais objetivos da plantação destas árvores estão o combate às alterações climáticas e à seca, fenómenos frequentes naquela zona, onde as chuvas são escassas e irregulares.

 

Foram já plantadas 205 árvores no quintal paroquial, que servirá também para celebrações e encontros comunitários. Este projeto pretende ainda reabilitar ecossistemas degradados e proteger o solo contra riscos ambientais como a erosão, a sedimentação e os problemas na gestão da água. Se estas árvores conseguirem sobreviver — o que representa um grande desafio —, poderão inspirar os habitantes locais a reproduzir a iniciativa nos seus próprios quintais.

 

Como sublinha o padre Mandele, “não basta alimentar o espírito com a Palavra de Deus, cuidar do corpo com a medicina e educar a mente com a educação; é igualmente necessário ensinar os fiéis a cuidar da Mãe Natureza através do projeto Wenje Verde”.

 

O missionário espiritano descreve ainda a realidade cultural da região: Wenje é um espaço de grande diversidade, habitado por comunidades Pokomo, Orma, Wardey e também por somalis vindos da vizinha Somália. Esta diversidade, associada à pobreza estrutural, contribui para conflitos frequentes e situações de insegurança, muitas vezes motivadas pela disputa de recursos essenciais como pastagens e água, agravadas pela seca persistente.

 

O projeto aponta também para desafios futuros, nomeadamente a manutenção das plantas através da irrigação. Ainda assim, esta ação transforma o espaço paroquial num lugar de “sombra, ar puro e um amanhã melhor”, promovendo simultaneamente o cuidado com a criação.

 

Nesta Semana Laudato Si’, este testemunho interpela-nos profundamente. Em muitos lugares do mundo, multiplicam-se sinais de urgência que pedem atenção, responsabilidade e ação concreta, para que seja possível proteger os pobres e tornar habitável a nossa Casa Comum.

 

Tony Neves, em Roma

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