Sexta-feira, Janeiro 2, 2026

FALECEU DOM SERAFIM SHYNGO-YA-HOMBO, BISPO EMÉRITO DE MBANZA CONGO.

Pastoreou a diocese de M'Banza Kongo entre 1992 e 2008.

Por: apostolado
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O CEMITÉRIO COMO ESCOLA DA HUMILDADE

Vivemos como se fôssemos permanentes, quando somos apenas passageiros apressados.

Por: apostolado
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VITINHO DOS 150 LUTA CONTRA A FALCIFORME: MENTOR DO PROJECTO LANÇA APELO DE APOIO PARA TRATAMENTO

Nas últimas sessões, Vitinho ficou de fora devido a complicações da sua condição, que o mantiveram internado por vários dias.

Por: apostolado
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O SILÊNCIO DO RAPPER NEGRO BUÉ, O PRIMEIRO RAPPER ANGOLANO A LANÇAR UM DISCO A SOLO, CONTINUA A ECOAR COMO UMA AUSÊNCIA QUE O MERCADO MUSICAL AINDA NÃO CONSEGUIU PREENCHER.

Entre as faixas que eternizaram o seu nome, “Só Nice” permanece como uma das mais emblemáticas.

Por: apostolado
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ACABOU: OS TUNEZA FICAM NA HISTÓRIA, AS PERSONAGENS TI MARTINS, GENERAL FOGE A TEMPO AGORA SEGUEM CAMINHOS INDIVIDUAIS

Ainda assim, é impossível não sentir uma pontada de nostalgia.

Por: apostolado
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NONA OBRA DO EMPRESÁRIO EDSON DE OLIVEIRA (BY C.E.O.) SERÁ LANÇADA EM BREVE COM O TÍTULO “HISTÓRIA REAL: 30 ANOS DE HIV”

Sensibilizado pela trajetória de Mauro e pelo enfrentamento diário do diagnóstico de HIV ao longo de três décadas

Por: apostolado
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CRÔNICA: SAUDADES DO MEU RAPPER GRAFITEIRO MC FÁBIO

O traço dele também ficou espalhado por Angola

Por: apostolado
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Dom Serafim Shyngo-Ya-Hombo, pertence a  Ordem dos Frades Menor Capuchinhos, bispo emérito de Mbanza Congo, que pastoreou a diocese de M´banza Kongo entre 1992 e 2008.

Membro da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, Dom Serafim destacou-se pelo seu trabalho pastoral, pela dedicação à evangelização e pelo compromisso com a reconciliação, a formação cristã e a promoção da dignidade humana no norte de Angola.

Durante o seu episcopado, deixou uma marca profunda na vida da Igreja local, sendo recordado como um pastor próximo do povo, simples no trato e firme nos princípios.

A Igreja Católica em Angola perde uma das suas figuras de referência, e os fiéis de Mbanza Congo despedem-se de um bispo que serviu com humildade e espírito missionário.

Dom Serafim Shyngo-Ya-Hombo nasceu na Quibala, aos 6 de fevereiro de 1945, ingressou na Ordem dos Capuchinhos (OFMCap) e foi ordenado sacerdote em 1º de agosto de 1971.

Em 26 de março de 1990, o Papa João Paulo II o nomeou bispo auxiliar de Luanda e bispo titular de Aquae na Dácia. Em 29 de maio de 1992 foi nomeado Bispo de Mbanza Congo. Ele renunciou ao cargo em 17 de julho de 2008.

Dom Serafim Shingu ya Hombo, 2º Bispo da Diocese de Mbanza Kongo em substituição do seu confrade Nteka falecido no assidente de viação.

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Li, hoje, um texto do jornalista angolano Siona Júnior, publicado no seu Facebook. Não o li com pressa, nem como quem desliza o dedo sobre o ecrã à procura de distracção. Li-o devagar, como se lê aquilo que nos toca porque nos espelha. Reconheci-me nas suas palavras. E quando um texto nos reconhece, já não é apenas do autor: passa a ser nosso também. Por isso escrevo esta crónica — não para repetir, mas para reforçar a reflexão.

 

Siona Júnior lembra-nos de algo tão simples quanto esquecido: valorizemos as pessoas enquanto estão vivas. Familiares, amigos, colegas, vizinhos. Aqueles que partilham connosco o pão, a rua, o trabalho, o silêncio e até os conflitos. Porque depois… depois é tarde demais. O elogio póstumo não aquece, o pedido de perdão no funeral não cura, e as flores no caixão não substituem o abraço em vida.

 

Vivemos como se fôssemos permanentes, quando somos apenas passageiros apressados. Brigamos por cargos, títulos, vaidades, como se o mundo fosse um campeonato eterno. Esquecemo-nos de que o tempo não negocia, não avisa duas vezes, não espera que resolvamos as nossas mágoas. Ele passa. Simplesmente passa.

 

Há uma verdade dura, mas profundamente democrática: no cemitério, todos somos iguais. Ali não há doutor, general, director, influencer ou anónimo. Não há marca de carro, nem saldo bancário, nem currículo. A terra não reconhece vaidade. O mármore não lê cartões de visita. O cemitério é, afinal, o maior filósofo silencioso da humanidade: ensina-nos que tudo o que não foi amor, foi excesso.

 

Quantas pessoas só se tornam “boas” depois de morrer? Quantos elogios só aparecem quando já não podem ser ouvidos? É uma ironia cruel da nossa cultura: poupamos afecto em vida e gastamos tudo na despedida. Choramos no funeral quem nunca soubemos escutar na sala de estar.

 

Talvez a verdadeira espiritualidade não esteja em discursos grandiosos, mas em gestos pequenos: um telefonema, um pedido de desculpas, um “estou contigo”, um “obrigado por existires”. Porque, no fim, ninguém levará nada — excepto a memória que deixou nos outros.

 

O texto de Siona Júnior lembra-nos, com sobriedade, que estamos todos de passagem. E que, se é assim, faz mais sentido andar leve, amar mais, perdoar cedo, valorizar agora. O resto é vaidade — e a vaidade, como a história já provou, termina sempre no mesmo lugar.

 

Na terra. Em silêncio. Sem aplausos.

 

Por: André Kivuandinga, jornalista e Cronista

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Conhecidos como um colectivo de adolescentes do bairro São Pedro da Barra, município do Hoji ya Henda, que produz conteúdos sarcásticos e humorísticos, misturando mensagens de conhecimento, Vitinho é um dos elementos do grupo Os 150 e, desde pequeno, padece de falciforme. Apesar da doença, o adolescente tem participado regularmente nas gravações.

 

Nas últimas sessões, Vitinho ficou de fora devido a complicações da sua condição, que o mantiveram internado por vários dias. Segundo o mentor do projecto, o humorista Bondoso, o jovem encontra-se numa situação delicada e precisa, mais do que nunca, do apoio do público e da comunidade artística. Visivelmente emocionado, Bondoso revelou, em entrevista ao programa Tudo Passa Aqui, da Rede Girassol, que o estado de saúde de Vitinho se tornou a prioridade do grupo.

 

“Tudo o que eu preciso agora é de ajuda para o Vitinho. Não preciso de material para gravações, não preciso de câmeras… a saúde dele importa mais do que tudo”, disse, em lágrimas. A declaração tocante expôs a realidade que poucos conheciam: por trás dos momentos de humor, há uma criança a lutar pela vida, enquanto a família enfrenta dificuldades para custear o tratamento.

 

Para quem desejar contribuir, seguem os dados oficiais:

IBAN: AO06.0040.0000.7439.5234.1014.3

Titular: Joana Torres (mãe do Vitinho)

Comprovativos podem ser enviados para o número: 924 594 619

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O hip-hop feito em Angola não seria o mesmo sem a figura de Negro Bué. Numa era em que o rap nacional ainda procurava identidade própria, foi ele quem ousou romper barreiras, erguer voz e abrir caminho para uma geração inteira. O seu primeiro disco — pioneiro e arriscado — transformou-se num marco cultural: um gesto de coragem artística que inspirou muitos dos nomes que hoje lideram as playlists do país.

 

Com o tempo, Negro Bué deixou de ser apenas rapper para se tornar também produtor, elevando o nível da música urbana angolana. Da sua visão nasceram talentos que encontraram na sua mão guia a porta para o reconhecimento. O seu estúdio, para muitos jovens MCs, era mais do que um espaço de gravação; era um laboratório de descobertas, um centro de lapidação de vozes que hoje fazem parte da espinha dorsal do rap nacional.

 

Entre as faixas que eternizaram o seu nome, “Só Nice” permanece como uma das mais emblemáticas. Um sucesso estrondoso, ainda hoje lembrado com nostalgia pelos fãs que acompanharam a evolução do movimento hip-hop no país. Essa música não foi apenas um hit: foi uma afirmação cultural, uma prova do talento e da capacidade narrativa de Negro Bué.

 

Mas, de forma quase abrupta, o artista desapareceu do mercado musical. Um silêncio prolongado tomou o lugar da sua voz firme, dos seus versos densos, da sua energia criativa. E esse silêncio pesa — pesa porque a música angolana perdeu uma referência, pesa porque o rap ficou órfão de uma figura que ainda tinha muito para dar.

 

Na verdade, Negro Bué devia continuar. Não só pela qualidade que sempre demonstrou, mas pela importância simbólica do seu legado. A sua ausência deixa uma lacuna que nenhum novo artista consegue preencher por completo, porque ele não era apenas parte da história do rap angolano: ele ajudou a construí-la.

 

Hoje, enquanto novos talentos surgem, seria justo e necessário que o pioneiro que abriu tantas portas voltasse a ocupar o lugar que é seu por direito. O silêncio pode ser poderoso, mas no caso de Negro Bué, a sua voz faria muito mais falta — e diferença — se voltasse a ser ouvida.

Jornalista Siona Júnior

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O anúncio do fim dos Tuneza marca o encerramento de um dos capítulos mais marcantes da comédia angolana contemporânea. Depois de anos a fazer o país rir com personagens icónicas como Ti Martins, General Foge a Tempo e Bolinha, o grupo decidiu que era hora de cada um seguir o seu próprio percurso artístico. A separação não é apenas o fim de um coletivo humorístico: é também o começo de uma nova fase cultural, que desafia cada membro a reinventar-se longe da engrenagem que os consagrou.

 

Ao longo da última década, os Tuneza tornaram-se referência obrigatória quando se fala de humor nacional. Dominavam palcos, rádios e televisões; transformavam o quotidiano angolano em matéria-prima para riso; criavam bordões que entraram no vocabulário popular com naturalidade. O público não acompanhava apenas os sketches — acompanhava personagens que se tornaram quase familiares. Ti Martins, com a sua postura crítica e irónica; General Foge a Tempo, símbolo da esperteza e do improviso; e Bolinha, mestre da inocência humorística, construíram identidades que ultrapassaram o grupo.

 

O fim do colectivo pode soar, à primeira vista, como uma perda irreparável. Mas também deve ser encarado como uma oportunidade. A solo, cada um tem a possibilidade de explorar nuances que, talvez, a dinâmica de grupo limitasse. O humor angolano cresce quando os seus criadores evoluem — e essa evolução, por vezes, exige rupturas.

 

Ainda assim, é impossível não sentir uma pontada de nostalgia. Os Tuneza definiram uma era. Foram espelho da sociedade e, ao mesmo tempo, catarse. Deixaram memórias, diálogos, cenas e gargalhadas que continuam vivas. Ficam na história não apenas como um grupo de humoristas, mas como cronistas do quotidiano angolano.

 

Se cada um seguirá o seu caminho, que seja com a maturidade artística que construíram juntos — e com o reconhecimento de que, separados ou unidos, continuam parte essencial do nosso imaginário humorístico. O fim dos Tuneza não apaga a sua marca: apenas abre novas páginas para quem já aprendeu a escrever comédia com maestria.

Jornalista Siona Júnior

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O empresário e escritor Edson de Oliveira, conhecido pelo pseudônimo By C.E.O., se prepara para lançar sua nona obra literária, um livro que promete marcar o debate sobre saúde, coragem e dignidade humana: “História Real: 30 anos de HIV”.

 

A obra nasce da convivência e da experiência compartilhada com o cidadão Mauro Gomes Dias dos Santos, que conheceu Edson de Oliveira em um momento decisivo de sua vida. Sensibilizado pela trajetória de Mauro e pelo enfrentamento diário do diagnóstico de HIV ao longo de três décadas, o empresário sentiu-se tocado e privilegiado pela confiança recebida. A partir dessa relação, surgiu não apenas uma amizade, mas também a decisão de transformar vivências de dor, resistência e superação em literatura.

 

Preocupado com o estado sorológico de Mauro e com o apagamento social que ainda paira sobre pessoas vivendo com HIV, Edson de Oliveira propôs que unissem forças — e sobretudo coragem — para produzir uma obra tão ousada quanto necessária às prateleiras das bibliotecas e livrarias do país. O livro pretende romper tabus, dar voz a histórias silenciadas e oferecer ao leitor um testemunho real sobre estigma, tratamento, preconceito e esperança.

 

Segundo Edson, a publicação vai além de um relato pessoal: trata-se de um convite à reflexão sobre empatia, políticas públicas, direitos humanos e sobre como a informação pode transformar vidas. Já Mauro enxerga no projeto a possibilidade de deixar um legado e de mostrar que, apesar dos desafios, é possível reconstruir caminhos, afetos e perspectivas.

 

O lançamento oficial de “História Real: 30 anos de HIV” será anunciado em breve e deve reunir leitores, profissionais da saúde, representantes de entidades sociais e todos aqueles que reconhecem o poder da narrativa para iluminar a realidade.

Saiba que após anos de filantropia, olhando para as mais diversas questões sociais, das artes,  educação à saúde, atuando directamente na luta contra as mais variadas formas de câncer, o empresário Edson de oliveira, resolveu falar e tratar de um assunto igualmente sensível para assim dar o seu contributo social através da literacia real, escrevendo e lançando a sua 9 Obra literária voltada ao H.I.V.

O livro surge da experiência com o cidadão Mauro Gomes Dias Dos Santos, que conheceu o empresário e pelo privilégio, Edson de Oliveira preocupou-se com o seu estado sorológico e juntos resolveram unir a coragem para lançar uma obra tão ousada quanto necessária às prateleiras das bibliotecas e livrarias nacionais.

O Livro 30 anos de HIV, é mais do que contos da vida real, é um despertar de consciência e uma ferramenta de motivação e encorajamento para todos os infectados pelo votos do V.I.H e seus parentes que diariamente depreendem do âmago a energia necessária para um sorriso no rosto e com as duas mãos continuarem a tudo fazerem para seguir em frente.

Satisfeito, com o resultado da obra, O empresário Edson de Oliveira, faz saber que apesar das circunstâncias e, por pior que elas seja, vale sempre apenas ajudar a que precisa e com O Sr Mauro Gomes Dias Dos Santos, não foi diferente. Realça ainda que escreveu está obra com o objectivo de através deste gesto tocar os que precisam e se debatem com esta questão sensível e deste modo, promete continuar a trabalhar “Pela Digindade Alheia”.

 

Porque..

Edson continua a carregar este lema “A Crise É Enorme Mas, A Responsabilidade É Maior!” By C.E.O. 1+1…2

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Saudades. É essa a palavra que insiste em abrir e fechar os dias, quatro anos depois da partida de MC Fábio — rapper, grafiteiro, capoeirista, gigante de presença e de coração. A saudade reina até hoje, teimosa, ocupando todos os espaços deixados por ele, como se quisesse colorir, do seu jeito, o vazio que ficou.

 

Fábio nasceu em Cabinda, terra de raízes profundas, e viveu grande parte da vida no Panguila, em Luanda. Carregava no corpo e na alma o sangue misturado de Cabinda e da Lunda, uma herança que marcava o seu ritmo e a sua arte. Cresceu entre rimas, latas de spray, rodas de capoeira e sonhos que ninguém podia censurar. Sonhou em ser underground no rap feito em português — e realizou. Era daqueles que não esperavam oportunidades: criava as próprias.

 

Eu, daqui da Ucrânia, sinto que a distância amplifica a memória. Os dias longos, frios e azuis daqui fazem tudo soar como lembrança, como se MC Fábio pudesse virar a esquina a qualquer momento e rir, do jeito barulhento e leve que só ele tinha.

O traço dele também ficou espalhado por Angola. Não foi apenas um mc da rua — foi grafiteiro com mãos de muralista. Participou no grafismo da famosa Serra da Leba, deixando ali sua marca permanente, como se quisesse que o mundo soubesse: “Eu passei aqui e deixei cor.”

 

Quem o conheceu sabe: Fábio era um grandalhão. Desses que, se tivesse nascido na América, talvez já estivesse no cinema, fazendo papel de herói — ou de vilão, daqueles que o público ama. Mas a vida real não lhe deu esse roteiro. Em vez disso, deu-lhe música, deu-lhe luta, deu-lhe arte.

 

A dor da sua partida não trouxe só lágrimas; deixou feridas que ainda ardem, especialmente em Raquel da Lomba (Mãe) — foi uma irmã, amiga, cúmplice de caminhada. Quem a vê falar dele percebe que nela Fábio ainda está vivo, inteiro. A falta que ele faz é uma ausência compartilhada, porque quem conheceu Fábio nunca mais o esqueceu.

 

Quatro anos se passaram, mas ainda parece ontem. O tempo não levou a saudade — apenas aprendeu a carregá-la. E, enquanto houver alguém lembrando, rimando, pintando ou vivendo com a intensidade que ele defendia, MC Fábio continuará aqui, do jeito que sempre foi: permanente, colorido, intransigente com os sonhos, enorme.

 

Saudades, meu irmão. Saudades para sempre.

Jornalista Siona Júnior

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