
O apelo foi feito pelo Assistente Espiritual da organização, Cônego Apolônio Graciano, que exortou os escuteiros a assumirem, com espírito de serviço e responsabilidade, o seu papel na preparação daquele que é considerado um momento histórico para a Igreja no país.
Durante um encontro nacional de preparação, que reuniu dirigentes e assistentes escutistas, o sacerdote sublinhou que os jovens devem redobrar o compromisso com a disciplina, organização e testemunho cristão. Segundo afirmou, a presença do Santo Padre constitui uma oportunidade ímpar para os escuteiros demonstrarem maturidade, unidade e dedicação à missão da Igreja.
Na sua intervenção, Cônego Apolônio Graciano recordou a visita do Papa Bento XVI a Angola, destacando o gesto simbólico do Pontífice que, impressionado com a acolhida calorosa e ordeira do povo angolano, pediu que fossem abertas as janelas do papamóvel, como sinal de confiança nos fiéis. Para o Assistente Espiritual, esse episódio permanece como referência e desafio para a nova geração de escuteiros.
“O escuteiro é chamado a servir com alegria, competência e responsabilidade, ajudando a criar um ambiente de confiança, organização e segurança pastoral”, frisou, acrescentando que Angola tem agora a oportunidade de voltar a mostrar ao Santo Padre o seu espírito de fé, hospitalidade e unidade.
A Associação dos Escuteiros Católicos de Angola prevê mobilizar cerca de oito mil escuteiros em todo o território nacional, que estarão ao serviço da Igreja antes, durante e depois da missão apostólica. A mobilização inclui ações de formação, reforço da disciplina interna e coordenação com as estruturas eclesiais locais.
A visita de Papa Leão XIV será a terceira de um Pontífice a Angola e é aguardada como um dos maiores acontecimentos religiosos e juvenis dos últimos anos, mobilizando milhares de fiéis e, de modo particular, a juventude católica organizada.