O Presidente da República de Angola e Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África, João Manuel Gonçalves Lourenço, defendeu, em Luanda, o reforço dos mecanismos africanos de prevenção e resolução de conflitos, apelando à adopção de medidas concretas para garantir a paz, a segurança e a estabilidade no continente.
A posição foi manifestada este domingo, 30 de Agosto, durante o discurso de boas-vindas aos Chefes de Estado e de Governo participantes na 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, subordinada ao tema “Reforçar os Mecanismos de Prevenção e Resolução dos Conflitos em África”.
João Lourenço agradeceu a presença dos líderes africanos e destacou o empenho do Presidente em Exercício da União Africana, Évariste Ndayishimiye, e do Presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, na concretização da reunião em Luanda. Para o Chefe de Estado angolano, a participação dos dirigentes africanos demonstra a importância atribuída colectivamente à paz e à segurança no continente.
O Presidente angolano afirmou que a realização da sessão extraordinária dá continuidade ao compromisso assumido por Angola em favor da paz, segurança e estabilidade em África. Recordou que, durante a Presidência da União Africana, em 2025, estas matérias estiveram entre as principais prioridades da agenda, por considerar que não pode existir desenvolvimento sustentável, integração económica efectiva e melhoria das condições de vida das populações sem paz e estabilidade.
João Lourenço recordou igualmente a reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, realizada em 24 de Setembro de 2025, em Nova Iorque, dedicada à prevenção e resolução de conflitos no continente. Segundo o Presidente, a reflexão então iniciada reforçou a necessidade de tornar mais eficazes os instrumentos africanos destinados a prevenir conflitos, mediar crises e garantir a implementação das decisões adoptadas colectivamente.
O Chefe de Estado manifestou a convicção de que a sessão de Luanda poderá representar um ponto de viragem nos esforços destinados a prevenir e resolver os conflitos em África. Defendeu, neste sentido, a adopção de medidas concretas, com responsabilidades claramente definidas e mecanismos eficazes de acompanhamento.
Para João Lourenço, África deve mobilizar os instrumentos políticos, diplomáticos, financeiros e institucionais disponíveis para prevenir os conflitos antes que estes se transformem em guerras e pôr fim, no mais curto espaço de tempo possível, aos conflitos já existentes.
O Presidente angolano sublinhou ainda que a paz constitui não apenas uma condição para o desenvolvimento económico e a dignidade dos povos, mas também um requisito para a estabilidade dos Estados e para a concretização da Agenda 2063, “A África que Queremos”.
Na sua intervenção, João Lourenço apelou à criação de condições para que as futuras gerações de africanos possam viver num continente livre de guerras e conflitos armados violentos, mais integrado, próspero e seguro.
No encerramento da mensagem de boas-vindas, o Presidente da República de Angola desejou que os debates fossem francos, construtivos e orientados para decisões capazes de contribuir efectivamente para a construção de uma África mais pacífica e estável, reiterando as boas-vindas aos participantes em Angola.