Camarada Higino Carneiro, cuja candidatura foi alvo de contestação apelou à serenidade dos seus apoiantes, afirmando que não há motivos para desânimo e defendendo que o processo ainda permite a apresentação de esclarecimentos e a superação de eventuais irregularidades.
Em declarações dirigidas aos seus subscritores, o candidato sustentou que as alegadas irregularidades apontadas ao processo não constituem fundamento suficiente para a anulação da candidatura, reiterando que a sua equipa está a preparar um documento formal para solicitar esclarecimentos às instâncias competentes.
Apesar de admitir a possibilidade de serem desencadeadas outras iniciativas em resposta à situação, o político afirmou que a prioridade continua a ser a preservação da unidade do partido, bem como a defesa dos seus princípios e valores. Ao mesmo tempo, defendeu que é necessário combater aquilo que considera serem injustiças e práticas prejudiciais no seio da organização.
O candidato manifestou ainda preocupação com o resultado da validação das fichas de subscrição, alegando que um número significativo de assinaturas recolhidas em várias províncias não foi considerado válido. Segundo afirmou, a discrepância entre o volume de subscrições entregues e o número de assinaturas aceites levanta dúvidas sobre os critérios utilizados durante o processo de verificação.
Na mesma intervenção, incentivou os subscritores a pronunciarem-se publicamente para demonstrarem que as assinaturas recolhidas são legítimas e rejeitarem qualquer suspeita de falsificação. Considerou que a mobilização dos apoiantes poderá contribuir para esclarecer a situação e reforçar a transparência do processo.
A concluir, o candidato voltou a apelar à calma dos seus apoiantes, encorajando os militantes que participaram na recolha de subscrições a fazerem ouvir a sua voz, sempre de forma responsável, em defesa da candidatura e do respeito pelos procedimentos internos