UYELE PROMOVE PRIMEIRO FESTIVAL DE JORNALISMO COMUNITÁRIO EM ANGOLA

 

As comunidades periféricas de Angola estarão no centro do debate sobre jornalismo, informação e liberdade de imprensa, durante o primeiro Festival de Jornalismo Comunitário, promovido pela UYELE – Associação Cívica sem fins lucrativos.

 

O encontro está marcado para cinco de Setembro, no Instituto de Ciências Religiosas de Angola, em Luanda, e vai reunir jornalistas, profissionais de comunicação, representantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil e membros das comunidades.

 

A iniciativa pretende discutir os principais problemas que afectam as populações das zonas periféricas e reflectir sobre o papel do jornalismo comunitário na identificação e procura de soluções para essas dificuldades.

 

Enquadrado no projecto “Promoção da Liberdade de Expressão e de Imprensa nas Áreas Periféricas”, implementado pela UYELE desde 2024, o festival contará com oito painéis, uma oficina de escrita jornalística, exposição de reportagens produzidas nas comunidades, além de momentos culturais.

 

Segundo a organização, o projecto já permitiu formar mais de 200 jovens nos municípios de Viana e Cacuaco, em Luanda, Catete e Muxinya, em Icolo e Bengo, e nos municípios dos Dembos, Nambuangongo, Ambriz e Dande, na província do Bengo.

 

A UYELE defende a necessidade de reforçar a formação de jornalistas comunitários, sobretudo para que possam trabalhar nas línguas nacionais e aproximar a informação das populações que vivem em zonas mais recônditas.

 

A associação considera que os profissionais que trabalham nas periferias enfrentam desafios superiores aos do jornalismo convencional, devido às dificuldades de acesso às fontes oficiais e aos obstáculos na realização de reportagens, entrevistas e captação de imagens.

 

Entre os principais problemas identificados nas comunidades estão as dificuldades de acesso ao saneamento básico, saúde, educação, electricidade, vias de acesso, lazer, segurança pública e registo civil.

 

A organização defende, por isso, a valorização do jornalismo comunitário e a institucionalização de rádios comunitárias como instrumentos para aproximar a informação das populações e dar maior visibilidade às suas preocupações e reivindicações.

 

Com o festival, a UYELE espera também despertar maior atenção da imprensa convencional e incentivar jornalistas e estudantes de comunicação a conhecerem de perto as realidades das comunidades periféricas e das populações vulneráveis.

 

 

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