O Presidente da República, João Lourenço, afirmou, esta quinta-feira, na abertura da III Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, que os angolanos conhecem profundamente o custo da guerra e o verdadeiro valor do perdão, defendendo a paz como um património que deve ser preservado e fortalecido.
Ao discursar na sessão de abertura da cimeira, o Chefe de Estado destacou que a experiência histórica de Angola confere ao país uma sensibilidade particular para as questões relacionadas com a paz, a reconciliação e a convivência entre os povos. Segundo João Lourenço, a paz representa uma conquista alcançada com enorme sacrifício e consolidada ao longo dos anos através do processo de reconciliação nacional.
O Presidente recordou que Angola viveu quase três décadas de conflito armado após a conquista da Independência Nacional, um período marcado por enormes dificuldades e pela mobilização de recursos humanos e materiais com o objectivo de alcançar a paz. Salientou que esse objectivo foi concretizado a 4 de Abril de 2002, graças ao contributo de todas as forças vivas da nação.
João Lourenço afirmou que foi somente a partir da paz que se tornou possível consolidar um Estado democrático de direito, promover a reconciliação nacional, implementar um amplo programa de reconstrução das infra-estruturas e adoptar políticas públicas centradas no desenvolvimento da população.
O Chefe de Estado referiu que Angola é actualmente um país estável e seguro, aberto ao investimento privado nacional e estrangeiro, que continua a reforçar o seu processo democrático através da realização regular de eleições e da garantia dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos.
O Presidente da República destacou ainda que a estabilidade alcançada permitiu ao país realizar investimentos sustentáveis em infra-estruturas rodoviárias, portuárias, aeroportuárias, nos sectores da energia, abastecimento de água, telecomunicações, educação, saúde e habitação.
João Lourenço sublinhou, por fim, que a paz tornou possível transformar antigos campos de batalha em áreas de produção agrícola, contribuindo para o reforço da segurança alimentar e para a diversificação da economia nacional.