INVASÃO DE TERRENOS JUNTO À CENTRALIDADE 8000 LEVANTA SUSPEITAS SOBRE A FISCALIZAÇÃO NO CALUMBO

Ocupação de espaços adjacentes à Centralidade 8000 ameaça a organização urbanística e compromete áreas que os moradores defendem para a construção de escolas, postos médicos, serviços de registo civil e parques infantis.

 

Os terrenos adjacentes à Centralidade 8000, no município do Calumbo, província do Icolo e Bengo, estarão a ser alvo de ocupações que podem comprometer a organização urbanística da zona e descaracterizar a imagem da centralidade.

 

A situação levanta preocupações entre os moradores, que defendem a preservação desses espaços para a construção de infra-estruturas sociais essenciais, nomeadamente escolas, postos médicos, serviços de registo civil, estabelecimentos comerciais e parques infantis.

 

Os residentes questionam os mecanismos de fiscalização e controlo do uso do solo, procurando perceber como estão a ser autorizadas ou toleradas as ocupações e se existe algum plano urbanístico aprovado para os terrenos em causa.

 

As suspeitas de eventual cumplicidade de responsáveis da administração municipal, incluindo o administrador adjunto para a área técnica, Jeolson Gomes, exigem esclarecimentos das autoridades competentes. Contudo, qualquer alegação de envolvimento ou favorecimento deverá ser sustentada por provas documentais, testemunhos verificáveis ou outros elementos de investigação.

 

Quem autorizou a ocupação dos terrenos? Existem licenças de construção, títulos de concessão ou projectos urbanísticos aprovados para os espaços em causa? Que medidas foram tomadas pela administração municipal para impedir eventuais ocupações ilegais?

 

Estas são algumas das questões que exigem respostas claras da Administração Municipal do Calumbo e dos serviços responsáveis pelo ordenamento do território e pela fiscalização.

 

Mais do que uma disputa pela ocupação de terrenos, o caso coloca em discussão o futuro urbanístico da Centralidade 8000 e o direito dos moradores a beneficiarem de espaços públicos e equipamentos sociais adequados.

 

Impõe-se, por isso, o esclarecimento da situação, a verificação da legalidade das ocupações e a identificação dos responsáveis, caso sejam confirmadas irregularidades. A transparência na gestão dos terrenos públicos e a defesa do interesse colectivo devem prevalecer sobre quaisquer interesses particulares.

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