GOVERNAÇÃO DE PROXIMIDADE E CLIMA DE TENSÃO JUVENIL LEVAM ADMINISTRADOR DO KIMBELE A REUNIR-SE COM SOBAS E PASTORES DO HUAMBA

O Administrador municipal do Kimbele, na província do Uíge, Afonso Manuel, reuniu-se no último domingo com autoridades tradicionais e eclesiásticas da Regedoria do Huamba, no quadro da governação de proximidade, para abordar questões sociais urgentes, com destaque para o clima de tensão entre jovens locais e do vizinho município do Alto Zaza.

 

Durante o encontro de auscultação, o responsável máximo do município, acompanhado pelo administrador adjunto, pelo director municipal da Educação, Xavier Nunes, e outros membros do executivo, apelou à melhoria do saneamento básico na localidade, orientando a criação de latrinas para pôr fim à prática recorrente da defecação ao ar livre.

 

No domínio da segurança e coesão social, Afonso Manuel pediu o engajamento dos sobas e pastores na mobilização dos jovens, com vista à cessação do conflito existente entre os jovens da Regedoria do Huamba e do município do Alto Zaza. O conflito teve origem no assassinato de um jovem cobrador de moto-kupapata, residente no bairro Kimahipi, ocorrido na primeira quinzena de janeiro do ano em curso.

 

Segundo o administrador, a situação tem gerado um clima de elevada tensão entre as partes, razão pela qual advertiu os jovens a evitarem atos de retaliação, enquanto as autoridades policiais prosseguem com as diligências para o esclarecimento do caso. O político e historiador reforçou a necessidade de serenidade e colaboração com os órgãos competentes.

 

No sector da educação, o administrador solicitou maior colaboração das autoridades locais na aplicação rigorosa e transparente do Programa de Alimentação Escolar, recentemente implementado no município, destinado aos alunos do ensino primário.

 

Por sua vez, os sobas e pastores manifestaram preocupação com o mau estado da via de acesso que liga a Regedoria do Huamba ao resto do município, uma situação que, segundo afirmaram, dificulta a mobilidade e o acesso a serviços básicos.

 

O encontro terminou com a entrega de bens alimentares às autoridades tradicionais e religiosas, num gesto simbólico que marcou o encerramento da atividade.

Jornalista Benhão Sapo

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