DOM BELMIRO PEDE TESTEMUNHO, ENTREGA E RESPONSABILIDADE NA PROMOÇÃO DAS VOCAÇÕES NA DIOCESE DE CABINDA

O Bispo da Diocese de Cabinda, Dom Belmiro Chissengueti, exortou neste domingo sacerdotes, religiosas e vocacionados a assumirem com maior responsabilidade o cuidado e a promoção das vocações, durante a celebração do Domingo do Bom Pastor, na paróquia Beata Anuarite, comuna do Dinge, município de Cacongo.

 

A celebração, inserida no contexto do 63.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, reuniu fiéis, agentes pastorais e jovens, num ambiente marcado pela reflexão sobre o compromisso com o chamamento de Deus e o futuro da Igreja local. Na sua homilia, o prelado destacou que a vitalidade da Igreja depende diretamente da forma como são acompanhados, formados e encorajados os jovens que manifestam sinais de vocação à vida sacerdotal e religiosa.

 

Dom Belmiro sublinhou que a oração pelas vocações deve ser constante e acompanhada por um testemunho autêntico por parte dos consagrados. Segundo afirmou, não basta pedir novas vocações, é necessário criar condições concretas para que elas nasçam, cresçam e amadureçam com solidez. “O testemunho de vida é o primeiro convite que podemos fazer aos jovens”, reforçou.

 

O bispo defendeu que sacerdotes e missionários devem ser exemplos vivos de fidelidade, alegria e dedicação, tornando-se referências credíveis para as novas gerações. Acrescentou que os jovens precisam encontrar nas comunidades religiosas espaços de acolhimento, escuta, formação humana e espiritual, onde possam discernir com liberdade e responsabilidade o seu caminho.

 

Na sua reflexão, alertou ainda para o risco de se deturpar o verdadeiro sentido da vocação. Frisou que o chamamento não deve ser encarado como obrigação, busca de benefícios materiais ou forma de ascensão social, mas sim como uma resposta livre, consciente e generosa ao apelo de Deus. “A vocação é serviço, é entrega total, é doação sem reservas”, enfatizou.

 

Dom Belmiro chamou também a atenção para a necessidade de fortalecer a vida comunitária entre os consagrados. Recordou que os religiosos e religiosas são convidados a viver em espírito de partilha, solidariedade, comunhão e missão, evitando atitudes de divisão, desânimo e críticas constantes que fragilizam o testemunho cristão.

 

O líder da Igreja Católica em Cabinda insistiu ainda na dimensão missionária da vocação, destacando que os consagrados devem ser comunicadores da alegria do Evangelho. Segundo disse, é fundamental que sejam homens e mulheres próximos das realidades do povo, capazes de tocar o sofrimento, acolher os jovens, curar feridas sociais e anunciar com coragem a mensagem libertadora de Cristo.

 

Dirigindo-se particularmente aos jovens presentes, o bispo encorajou-os a não terem medo de escutar a voz de Deus e a abraçar com confiança o caminho vocacional, caso se sintam chamados. Reforçou que a Igreja precisa de jovens disponíveis, generosos e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

 

A celebração do Domingo do Bom Pastor serviu, deste modo, para renovar na Diocese de Cabinda o apelo à oração, ao discernimento e ao fortalecimento do compromisso missionário de todos aqueles que abraçam a vida vocacional, num contexto em que a Igreja procura responder aos desafios atuais com fé, esperança e responsabilidade.

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