O Bispo de Caxito lamentou a insensibilidade demonstrada por alguns governantes africanos perante o sofrimento de populações em situação de vulnerabilidade, particularmente migrantes e refugiados que procuram acolhimento, segurança e melhores condições de vida.
Ao abordar a situação destas pessoas, o prelado condenou as acções que considera desumanas contra migrantes e refugiados, muitas das quais, segundo afirmou, são agravadas pelos conflitos armados e pelas guerras que persistem em várias regiões do mundo.
O Bispo apelou às autoridades africanas para que adoptem uma postura mais solidária e humanitária diante do drama vivido por milhares de pessoas obrigadas a abandonar as suas comunidades devido à violência, à insegurança e à falta de condições básicas de sobrevivência.
Para o prelado, a condição de migrante ou refugiado não deve retirar a ninguém o direito à dignidade, à protecção e ao respeito pela vida humana. Defendeu, por isso, maior responsabilidade dos governantes na criação de mecanismos de acolhimento e protecção das populações deslocadas.
O responsável religioso destacou ainda a necessidade de reforçar a solidariedade entre os povos e de encontrar soluções pacíficas para os conflitos que continuam a provocar deslocações forçadas, separação de famílias e situações de extrema vulnerabilidade.
A intervenção do Bispo de Caxito surge num contexto em que o fenómeno migratório e o drama dos refugiados continuam a exigir respostas coordenadas das autoridades, organizações humanitárias e da sociedade em geral.