A manhã desta quarta-feira, 11, ficou marcada pela homenagem a Octávio Kapapa, uma das figuras mais emblemáticas do jornalismo angolano. Colegas, amigos e admiradores lotaram o Cemitério da Santa Ana para prestar a última homenagem a quem dedicou décadas à comunicação social e ao serviço público.
A forte presença da classe jornalística foi interpretada como sinal de respeito, admiração e reconhecimento pelo legado de Kapapa, que influenciou gerações de profissionais com seu trabalho comprometido e ético.
Num ambiente de profunda emoção e reverência, a cerimónia transformou-se também num momento de reflexão sobre o papel do jornalista na sociedade angolana. Entre abraços silenciosos e palavras carregadas de gratidão, muitos recordaram o profissional incansável que sempre colocou a verdade, o rigor e o interesse público no centro da sua missão.
Octávio Kapapa foi descrito por colegas como um mestre da profissão, alguém que soube aliar competência técnica, sensibilidade humana e elevado sentido de responsabilidade social. Ao longo da sua carreira, destacou-se não apenas pela qualidade do seu trabalho, mas também pela forma generosa como partilhou conhecimento e orientou jovens repórteres que hoje continuam a trilhar o caminho que ajudou a abrir.
Diversos profissionais da comunicação social sublinharam que Kapapa representava um exemplo raro de dedicação ao jornalismo, defendendo sempre uma imprensa livre, responsável e comprometida com o desenvolvimento do país. Para muitos, a sua trajetória tornou-se uma verdadeira escola de ética, coragem e profissionalismo.
Mais do que um jornalista respeitado, Kapapa foi lembrado como um cidadão profundamente comprometido com Angola e com os valores do serviço público. A sua voz, que durante anos ecoou em reportagens, análises e debates, permanece agora como parte da memória coletiva da comunicação social angolana.
A despedida desta quarta-feira não simbolizou apenas o adeus a um profissional de referência, mas também a celebração de um legado que continuará a inspirar gerações. Para os que estiveram presentes, ficou a certeza de que Octávio Kapapa não será lembrado apenas pelas histórias que contou, mas sobretudo pela história que ajudou a construir no jornalismo de Angola.
Jornalista Siona Júnior